Médico Radiologista

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Corrida

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Telerradiologia na Região Norte

Os exames envidos pela internet são analisados de forma precisa.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ressonância Magnética: algumas informações básicas



Definição
A ressonância magnética (RM) é uma técnica que utiliza um campo magnético e ondas de rádio para criar imagens detalhadas dos órgãos e tecidos dentro de seu corpo.
As máquinas de ressonância magnética são grandes ímãs em forma de tubo. Quando você se encontra dentro de um aparelho de ressonância magnética, o campo magnético alinha temporariamente as moléculas de água em seu corpo. As ondas de rádio causam essas partículas alinhadas para produzir sinais muito fracos, que são usados para criar imagens de ressonância magnética transversais - como fatias de um pão.
A máquina de MRI pode também ser utilizada para produzir imagens de 3-D, que pode ser visualizada a partir de diferentes ângulos.

Por que ele é feito?
A ressonância magnética é uma forma não invasiva para o seu médico examinar seus órgãos, tecidos e sistema esquelético. Ela produz imagens de alta resolução que ajudam a diagnosticar uma variedade de problemas.
Ressonância magnética de ossos, articulações e da medula espinhal

RM pode ser usada para ajudar a avaliar:
- Doenças articulares, como artrite.
- Alterações articulares causadas por lesões traumáticas ou repetitivas
- Anormalidades de disco na coluna vertebral
- Infecções ósseas
Os tumores dos ossos e tecidos moles
Lesões na medula espinhal
Riscos
A presença de metal no corpo pode ser um perigo para a segurança ou prejudicar parte das imagens do exame. Sempre informe ao profissional  se você tiver qualquer metal ou dispositivos eletrônicos em seu corpo, tais como:
- Próteses articulares metálicas (artroplastia)
- Válvulas cardíacas artificiais
- Um desfibrilador cardíaco implantável
- Clipes metálicos para aneurismas
Os implantes coleares
- Projétil de arma de fogo, estilhaços ou qualquer outro tipo de fragmento de metal
Informe também se você acha que está grávida, pois os efeitos dos campos magnéticos em fetos não são bem compreendidos. Seu médico pode recomendar a escolha de um exame alternativo ou adiar a ressonância magnética. Também é importante discutir qualquer doença renal ou problemas de fígado com o seu médico e tecnólogo, porque os problemas com esses órgãos podem impor restrições à utilização de agentes de contraste por via endovenosa.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Mitos e verdades em reumatologia


Veja abaixo uma lista de mitos e verdades sobre os fatos da Reumatologia:



Mito: "Reumatismo é doença de velho".

Verdade: Em primeiro lugar o termo “reumatismo” é um termo popular consagrado para se referir a alguma das muitas doenças que podem ter manifestações no sistema músculo esquelético. Além disso estas doenças podem ocorrer em qualquer faixa etária.


Mito: "Reumatismo ataca no frio".

Verdade: O ambiente mais frio apenas aumenta a sensibilidade e a percepção dolorosa levando o paciente a acreditar que a doença “atacou” por causa do frio.


Mito: "Reumatismo no sangue".

Verdade: Este é uma expressão criada há muitos anos pelos próprios médicos para aqueles pacientes com dor e alguma alteração nos exames laboratoriais (“exames de sangue”) sem que necessariamente houvesse doença.


Mito: "Exames para reumatismo".

Verdade: O termo “reumatismo” é vago como já foi mencionado acima. Os exames, quando solicitados, levam em consideração a queixa e o exame físico de cada paciente. A grande maioria deles é inespecífica e devem ser analisados com muito cuidado. Além disso muitos destes exames podem estar alterados em indivíduos saudáveis.


Mito: "FAN positivo, o paciente tem lupus".

Verdade: Este exame laboratorial geralmente é positivo no lupus eritematoso sistêmico. Contudo também pode estar presente em várias outras doenças, pelo uso de determinados medicamentos e até mesmo em pessoas saudáveis.


Mito: "Fórmula para reumatismo"

Verdade: Isto não exite. Cada doença tem seu esquema terapêutico definido. Esta tal “fórmula” geralmente consiste num coquetel de drogas com efeito paliativo e freqüentemente associado a uma grande quantidade de efeitos colaterais.


Mito:,"Dor nas articulações significa reumatismo".

Verdade: Dor articular é uma manifestação clínica como outra qualquer. Pode estar presente em diversas patologias sem qualquer relação com “reumatismo”.


Mito: "Alimentos ácidos aumentam o ácido úrico".

Verdade: O ácido úrico é um produto do metabolismo de uma variedade de proteínas chamada purinas. Já os encontrados em frutas e alimentos são o ácido cítrico, o ácido ascórbico e o ácido acético. Tem em comum apenas o fato de serem ácidos.


Mito: "ASLO elevado indica reumatismo".

Verdade: Este exame laboratorial apenas indica presença de anticorpos contra uma bactéria chamada Streptococo. Pode estar elevado na maioria das infecções respiratórias, inclusive uma simples gripe, e permanecer elevado por muitos meses.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Osteoartrite: Doença das articulações



Osteoartrite é uma doença das articulações caracterizada por degeneração das cartilagens, acompanhada de alterações das estruturas ósseas vizinhas. É a mais comum das doenças reumáticas.
Cerca de 80% a 90% das pessoas acima de 40 anos mostram sinais de osteoartrite ao raio X, embora grande parte delas não apresente sintomas. A intensidade das queixas aumenta progressivamente com a idade. A doença se instala em mulheres e homens na mesma proporção.
ETIOLOGIA

A água constitui 70% do conteúdo das cartilagens existentes na articulação. Do que sobra, 90% são formados por uma rede elástica de colágeno e agregados de moléculas grandes chamadas proteoglicanos. Se as cartilagens articulares não existissem, um osso se chocaria contra outro. Sob impacto, no entanto, as cartilagens são comprimidas e expulsam água de seu interior, que é reabsorvida quando as forças compressivas relaxam. A osteoartrite se instala quando há aumento de conteúdo líquido no interior do tecido cartilaginoso.
CAUSAS

Primárias: em boa parte dos pacientes não há fatores que justifiquem o quadro de osteoartrite. Talvez anormalidades anatômicas sutis, como pequenas irregularidades na superfície articular, levem ao desgaste da cartilagem. O exercício atlético, quando não excessivo nem associado a traumatismos, não predispõe à enfermidade. Ao contrário, a obesidade, esforços físicos repetitivos e esportes como o futebol são fatores de risco. Por outro lado, o condicionamento através de exercícios aeróbicos pode reduzir os sintomas;
Secundárias: as osteoartrites secundárias podem instalar-se como consequência de traumas, doenças reumatológicas inflamatórias, necrose óssea, injeções intra-articulares repetidas de cortisona, doenças congênitas do esqueleto, doenças metabólicas e endócrinas, enfermidades em que há comprometimento de nervos periféricos e outras.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

O principal sintoma é a dor nas articulações. Costuma ser de instalação insidiosa e aumentar de intensidade no decorrer dos anos. Fases mais sintomáticas podem ser seguidas de outras com menos dor ou com desaparecimento completo dos sintomas. Caracteristicamente, a dor surge com o movimento e desaparece com o repouso, até que sejam atingidas as fases mais avançadas da evolução.
A doença pode provocar enrijecimento e diminuição da mobilidade articular, e acometer uma ou mais articulações. O enrijecimento tende a desaparecer segundos ou minutos depois da movimentação, diferença importante com os casos de artrite reumatoide em que pode persistir por horas. Indivíduos abaixo dos 40 anos, não costumam apresentar sintomas. A evolução geralmente é lenta, mas a piora é progressiva com o passar dos anos. Os sintomas podem permanecer leves ou mesmo desaparecer por longos períodos.
ARTICULAÇÕES MAIS ACOMETIDAS

1) Mãos:
Afeta principalmente as articulações entre a segunda e a terceira falange, provocando abaulamentos articulares (nódulos de Heberden). Mais raramente, esses nódulos surgem na articulação da primeira com a segunda falange (nódulos de Bouchard).
Pode haver vermelhidão local, dor e inchaço por períodos variáveis. A limitação do movimento costuma estar ausente ou ser discreta;
2) Joelhos:
Por ser uma articulação que suporta peso, limitações de movimento não são raras. Derrames articulares, dor e alargamento das estruturas ósseas vizinhas à articulação, com ou sem crepitação (como se houvesse areia na junta), podem estar presentes. O joelho permanece estável até as fases mais avançadas quando aparecem deformidades que desalinham os ossos;
3) Coxofemurais:
O comprometimento, às vezes, é bilateral e se torna incapacitante. A dor é sentida na virilha ou na região lateral da articulação, com eventual irrradiação para as nádegas ou para os joelhos, confundindo o quadro. Como defesa, os pacientes rodam a coxa para fora e dobram a perna, dando a impressão de que o membro sofreu encurtamento.
4) Coluna:
Quando o envolvimento do tecido fibroelástico, que constitui o disco situado entre as vértebras, e as alterações ósseas vizinhas comprimem as raízes nervosas que emergem da coluna, surgem dor, espasmos e atrofias musculares e limitação dos movimentos. Os locais mais acometidos são a coluna cervical baixa e as últimas vértebras lombares. A radiografia pode mostrar a presença de osteófitos (bicos de papagaio), cuja presença não guarda relação direta com a dor.
TRATAMENTO

Não existe tratamento que retarde a evolução ou reverta o processo patológico que conduz à osteoartrite. O objetivo do tratamento é aliviar sintomas e permitir que os portadores levem vida normal, sem dores ou limitações de movimento.

MEDIDAS GERAIS

1) Promover repouso adequado durante o dia, depois de atividade que solicite a articulação acometida;
2) Adotar postura cuidadosa ao sentar, levantar objetos e andar, para evitar posições forçadas que sobrecarreguem a articulação;
3) Evitar carregar pesos e atividades causadoras de impactos repetitivos;
4) Usar sapatos confortáveis que ofereçam boa base de apoio; não calçar sapatos com os calcanhares desgastados;
5) Praticar exercícios isométricos que fortaleçam a musculatura para conferir estabilidade às articulações, pois são mais indicados;
6) Evitar a obesidade;
7) Nos casos mais avançados, o uso de bengalas, andadores, corrimãos e alças de apoio no banheiro é fundamental.
CIRURGIAS

Em casos selecionados, a cirurgia traz benefícios. As intervenções mais frequentes são: artroplastia (substituição parcial ou total da parte destruída por uma prótese), artrodese (fusão cirúrgica de dois ossos, usada principalmente na coluna), osteoplastia (retirada e limpeza cirúrgica da parte óssea deteriorada) e osteotomia (mudança do alinhamento ósseo através da secção de partes ósseas).

MEDICAMENTOS

Ácido acetilsalecílico e analgésicos comuns, como acetaminofeno ou dipirona podem ser úteis para tratar episódios isolados de dor, mas sua ação é pouco duradoura. O ácido acetilsalecílico pode alterar a coagulação e causar sangramentos.
Corticosteroides não são indicados. Em casos excepcionais, a injeção intra-articular está indicada para aliviar dores rebeldes, mas a repetição é capaz de lesar ainda mais os tecidos,agravando o quadro.
Anti-inflamatórios: embora osteoartrite seja considerada uma enfermidade não inflamatória, as alterações que ocorrem nas cartilagens articulares costumam atrair o quadro inflamatório para o local. Esse componente pode ser reduzido pelo tratamento com drogas que pertencem à classe dos antii- nflamatórios não esteroides (AINEs).