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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Gota



O que é gota? 
A gota é um tipo de doença reumática que pode causar artrite (dor intensa e de início súbito, calor, rubor, dificuldade de movimentar a articulação)


Por que um indivíduo tem gota? 


A gota geralmente está associado ao aumento do ácido úrico no sangue e que pode ser por aumento de sua produção ou dificuldade de eliminação. Esse ácido úrico aumentado pode se depositar nas articulações e precipitar crises de artrite.


Qual dieta devo seguir? 


Apesar da maioria da população pensar que há uma forte influência da dieta na precipitação das crises, isso não é o principal fator e pode variar de paciente para paciente. Até hoje só foi comprovado cientificamente que há uma associação entre aumento dos níveis sanguíneos do ácido úrico e a ingestão de álcool, diuréticos e aspirina. Portanto, o paciente não precisa fazer uma dieta rigorosa como antigamente.


Qual é o tratamento?


O tratamento medicamentoso pode ser na crise ou no período intercrise, com o objetivo de redução dos níveis de ácido úrico. Além da identificação de fatores que podem estar contribuindo para a deflagração de crises. Controle do peso, com dieta e atividade física, da glicemia, do colesterol e triglicerídeos, pois geralmente quem tem gota apresenta outras alterações metabólicas.

Fonte: Roberta Koyama (Reumatologista)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Ressonância magnética no diagnóstico de artrite reumatóide no estágio subclínico

 YORK (Reuters Health) – A ressonância magnética para detectar edema da medular óssea do punho e articulações dos dedos pode ajudar os médicos a diagnosticar a artrite reumatoide em fase inicial, quando adicionados aos critérios de classificação AR 2010, de acordo com pesquisadores do Japão.

"Métodos eficientes para diferenciar a artrite reumatóide (AR) em uma fase inicial de outras doenças são desejados desde a intervenção terapêutica precoce para melhora dos resultados clínicos e radiográficos de AR", em Anais das Doenças Reumáticas, on-line 02 de setembro.

"Esta é a primeira evidência de que a combinação de edema de medular óssea detectados pele RM com os critérios de classificação da artrite reumatoide de 2010, aumentam a probabilidade de diagnóstico precoce da artrite reumatóide" de acordo com o autor Dr. Mami Tamai, da Universidade de Nagasaki, Escola de Pós-Graduação de Ciências Biomédicas.

No entanto, ainda não está claro se a RM deve ser incorporada na propedêutica do paciente, conforme email escrito por ele à Reuters Health.

"Os achados de RM são mais sensíveis do que os exames físicos", disse o Dr. Tamai. "Mas o fato da RM ser muito cara nos dias de hoje, não estamos certos se vale a pena."

Os autores avaliaram 166 pacientes consecutivos com artrite precoce, que não cumpriam os critérios de AR 1987 ou outros critérios internacionais para a doença reumática no início do estudo em um centro médico. Eles incluíram 13 pacientes sem edema articular importante e dois pacientes com erosão radiográfica simples típica. A duração média da doença no início do estudo foi de dois meses.

Todos os pacientes tiveram um exame físico, exames de sangue e de RM com contraste paramagnético das articulações do punho e dedos.

Os critérios de 2010 tiveram uma sensibilidade de 61,9% e uma especificidade de 82,6% para a identificação de pacientes que foram colocados nas drogas modificadoras da doença (DMARDs) dentro de um ano.

Comparado com sinovite simétrica e erosão óssea, edema da medular óssea foi o achado de RM mais útil em relação a melhora da acurácia.

Quando estes achados foram adicionados aos critérios 2010, houve um aumento da sensibilidade para 76,3%, enquanto que a especificidade caiu para 75,4%.  A precisão dessa medida combinada foi de 75,9% contra 70,5% com os critérios de 2010 sozinhos.

Os pesquisadores encontraram um padrão semelhante ao usar o cumprimento dos critérios de AR 1987 em um ano como referência.

"Este estudo demonstra que o uso da ressonância magnética em pacientes selecionados que não satisfazem os critérios de diagnóstico podem identificar aqueles que vão continuar a desenvolver artrite reumatóide", disse o Dr. Joshua F. Baker, um professor assistente em reumatologia e epidemiologia na Universidade de Pensilvânia, na Filadélfia, que não esteve envolvido no novo trabalho.

"No entanto, como isso pode afetar em prática o atendimento clínico ainda não é conhecido, nem se sabe quais são as ramificações dos custos", disse à Reuters Health por e-mail. "Portanto, a consideração cuidadosa deve ser dada antes que esta tecnologia seja recomendada para o uso rotineiro."

Dr. Baker acrescentou que os médicos também devem considerar que a ressonância magnética pode ser útil apenas no contexto clínico correto. "Em outras palavras", disse ele, "uma ressonância magnética" positiva "não deve ser considerada diagnóstico da doença em si, mas apenas a informação considerada útil no contexto de outras evidências clínicas da doença."

Dr. Robert Landewe, professor de reumatologia da Universidade de Amsterdã, na Holanda, repetiu a nota cautelosa.

"Todos os estudos de diagnóstico em que a RM é testada resultados por padrão em maior sensibilidade. No entanto, não sabemos se esses pacientes diagnosticados adicionalmente têm realmente o tipo de AR que deve ser diagnosticada e tratada no início, a fim de melhorar os seus resultados", ele disse à Reuters Health. "Na ausência de um verdadeiro padrão ouro para AR, contra a uma que podemos testar, devemos estar sempre preocupados com diagnóstico e tratamento de muitos pacientes."


"Hoje em dia, vemos um monte de estudos que afirmam que as ferramentas de diagnóstico inovadoras (se incluem testes ou exames de imagem ou de sangue) podem melhorar o diagnóstico da AR," disse o Dr. Landewe. "Mas o diagnóstico da AR é CLÍNICO, e baseia-se na anamnese cuidadosa, exame físico (presença de sinovite clínica) e exames de sangue simples. Todas as orientações e recomendações existentes para o tratamento da AR têm se baseado em critérios clínicos, não em critérios embelezados com sofisticadas ferramentas de alta tecnologia. "



Artrite reumatóide

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Entenda a Osteoporose



Osteoporose é uma condição metabólica que se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea e aumento do risco de fraturas.
Para entender o que acontece, é preciso lembrar que os ossos são compostos de uma matriz na qual se depositam complexos minerais com cálcio. Outra característica importante é que eles estão em constante processo de renovação, já que são formados por células chamadas osteoclastos encarregadas de reabsorver as áreas envelhecidas e por outras, os osteoblastos, cuja função de produzir ossos novos. Esse processo permanente e constante possibilita a reconstituição do osso quando ocorrem fraturas e explica por que a mais ou menos a cada dez anos o esqueleto humano se renova por inteiro.
Com o tempo, porém, a absorção das células velhas aumenta e a de formação de novas células ósseas diminui. O resultado é que os ossos se tornam mais porosos, perdem resistência. Perdas mais leves de massa óssea caracterizam a osteopenia. Perdas maiores são próprias da osteoporose e podem ser responsáveis por fraturas espontâneas ou causadas por pequenos impactos, como um simples espirro ou uma crise de tosse, por exemplo.
Na maioria dos casos, a osteoporose é uma condição relacionada com o envelhecimento. Ela pode manifestar-se em ambos os sexos, mas atinge especialmente as mulheres depois da menopausa por causa da queda na produção do estrógeno.
Causas e fatores de risco

Entre os fatores de risco que podem levar à osteoporose destacam-se:
* história familiar da doença;
* pessoas de pele branca, baixas e magras;
* asiáticos;
* deficiência na produção de hormônios;
* medicamentos à base de cortisona, heparina e no tratamento da epilepsia;
* alimentação deficiente em cálcio e vitamina D;
* baixa exposição à luz solar;
* imobilização e repouso prolongados;
* sedentarismo;
* tabagismo;
* consumo de álcool;
* certos tipos de câncer;
* algumas doenças reumatológicas, endócrinas e hepáticas.
Sintomas

A osteoporose é uma doença de instalação silenciosa. O primeiro sinal pode aparecer quando ela está numa fase mais avançada e costuma ser a fratura espontânea de um osso que ficou poroso e muito fraco, a ponto de não suportar nenhum trauma ou esforço por menor que sejam.
As lesões mais comuns são as fraturas das vértebras por compressão, que levam a problemas de coluna e à diminuição da estatura e as fraturas do colo do fêmur, punho (osso rádio) e costelas. Nas fases em que se manifesta, a dor está diretamente associada ao local em que ocorreu a fratura ou o desgaste ósseo.
Diagnóstico

A densitometria óssea por raios X é um exame não invasivo fundamental para o diagnóstico da osteoporose. Ele possibilita medir a densidade mineral do osso na coluna lombar e no fêmur para compará-la com valores de referência pré-estabelecidos. Os resultados são classificados em três faixas de densidade decrescente: normal, osteopenia e osteoporose.
Prevenção

Como até os 20 anos, 90% do esqueleto humano estão prontos, medidas de prevenção contra a osteoporose devem ser tomadas desde a infância e, especialmente, na adolescência para garantir a formação da maior massa óssea possível. Para tanto, é preciso pôr em prática três medidas básicas: ingerir cálcio, tomar sol para fixar a vitamina D no organismo e fazer exercícios físicos, Na verdade, essas regras devem ser mantidas durante toda a vida.
rincipalmente, a atividade física tem efeito protetor sobre o tônus e a massa muscular, que se reflete na melhora do equilíbrio e ajuda a evitar as quedas ao longo da vida.
Tratamento

Como a osteoporose pode ter diferentes causas, é indispensável determinar o que provocou a condição, antes de propor o tratamento, que deve ter por objetivo evitar fraturas, diminuir a dor, quando existe, e manter a função.
Existem várias classes de medicamentos que podem ser utilizadas de acordo com o quadro de cada paciente. São elas: os hormônios sexuais, os bisfosfanatos, grupo que inclui diversas drogas (o mais comum é o alendronato), os modeladores de receptores de estrogênio e a calcitonina de salmão. A administração subcutânea diária do hormônio das paratireoides está reservada para os casos mais graves de osteoporose, e para os intolerantes aos bisfosfonatos.
Recomendações

Sempre é bom lembrar que:
1) a osteoporose não é problema que atinge só as mulheres. Ela afeta também os homens. Nelas, a causa mais comum é a queda na produção de estrógeno depois da menopausa; neles, o índice da massa corpórea abaixo de 20, a falta ou excesso de exercício, diabetes, hipertireoidismo, doença do glúten, drogas contra a epilepsia ou imunossupressores usados em transplantes de órgão;
2) a dieta diária deve incluir alimentos ricos em cálcio como leite, queijos, iogurtes; o cálcio é um mineral indispensável para garantir a recomposição da estrutura óssea;
3) suplementos de cálcio e vitamina D são recomendados para manter a massa óssea, especialmente nos pacientes cujas dietas são pobres em leite e laticínios, e que apanham pouco sol;
4) caminhar, andar de bicicleta, nadar, correr e, especialmente, exercícios com pesos são fundamentais para manter o tônus muscular e prevenir a osteoporose;
5) os esportes mais indicados para a produção contínua de massa óssea são os que provocam grande tensão muscular. Músculos exercitados e em movimento colaboram para que os ossos fiquem mais fortes e reduzem o risco de quedas e fraturas nas pessoas de idade;


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Papel da ressonância magnética na avaliação das lesões meniscais

Há muitos anos os meniscos são considerados estruturas vitais que desempenham papel fundamental na biomecânica do joelho. O uso da ressonância magnética para diagnosticar a patologia meniscal é extremamente comum. A sensibilidade e especificidade da ressonância magnética no diagnóstico de lesões meniscais em pacientes sem cirurgia prévia variam, no entanto, o consenso é que a RM é essencial nestes pacientes.
Como o menisco desempenha um papel importante na estrutura e na função do joelho, quando lesionados podem acelerar o desenvolvimento de alterações degenerativas irreversíveis. O diagnóstico das lesões menicais deve ser feito pela RM, assim como informações como tipo e extensão da lesão, bem como alterações associadas como lesões ligamentares e o envolvimento do compartimento articular correspondente.
A avaliação do joelho pós-operatório é mais complicada, e a melhor técnica de imagem para estes pacientes é frequentemente debatida. O conhecimento da anatomia, das variantes e das lesões meniscais, assim como do pós-operatório esperado é necessário para proporcionar ao médico assistente todas as informaçōes essenciais para o melhor seguimento clinico do paciente.
É um exame relativamente rápido (menos de 15 min), indolor e não precisa de nenhum preparo específico para a sua realização, vale ressaltar apenas as contra-indicações comuns à RM.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ressonância Magnética: algumas informações básicas



Definição
A ressonância magnética (RM) é uma técnica que utiliza um campo magnético e ondas de rádio para criar imagens detalhadas dos órgãos e tecidos dentro de seu corpo.
As máquinas de ressonância magnética são grandes ímãs em forma de tubo. Quando você se encontra dentro de um aparelho de ressonância magnética, o campo magnético alinha temporariamente as moléculas de água em seu corpo. As ondas de rádio causam essas partículas alinhadas para produzir sinais muito fracos, que são usados para criar imagens de ressonância magnética transversais - como fatias de um pão.
A máquina de MRI pode também ser utilizada para produzir imagens de 3-D, que pode ser visualizada a partir de diferentes ângulos.

Por que ele é feito?
A ressonância magnética é uma forma não invasiva para o seu médico examinar seus órgãos, tecidos e sistema esquelético. Ela produz imagens de alta resolução que ajudam a diagnosticar uma variedade de problemas.
Ressonância magnética de ossos, articulações e da medula espinhal

RM pode ser usada para ajudar a avaliar:
- Doenças articulares, como artrite.
- Alterações articulares causadas por lesões traumáticas ou repetitivas
- Anormalidades de disco na coluna vertebral
- Infecções ósseas
- Os tumores dos ossos e tecidos moles
- Lesões na medula espinhal
Riscos
A presença de metal no corpo pode ser um perigo para a segurança ou prejudicar parte das imagens do exame. Sempre informe ao profissional  se você tiver qualquer metal ou dispositivos eletrônicos em seu corpo, tais como:
- Próteses articulares metálicas (artroplastia)
- Válvulas cardíacas artificiais
- Um desfibrilador cardíaco implantável
- Clipes metálicos para aneurismas
- Os implantes coleares
- Projétil de arma de fogo, estilhaços ou qualquer outro tipo de fragmento de metal
Informe também se você acha que está grávida, pois os efeitos dos campos magnéticos em fetos não são bem compreendidos. Seu médico pode recomendar a escolha de um exame alternativo ou adiar a ressonância magnética. Também é importante discutir qualquer doença renal ou problemas de fígado com o seu médico e tecnólogo, porque os problemas com esses órgãos podem impor restrições à utilização de agentes de contraste por via endovenosa.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Mitos e verdades em reumatologia


Veja abaixo uma lista de mitos e verdades sobre os fatos da Reumatologia:



Mito: "Reumatismo é doença de velho".

Verdade: Em primeiro lugar o termo “reumatismo” é um termo popular consagrado para se referir a alguma das muitas doenças que podem ter manifestações no sistema músculo esquelético. Além disso estas doenças podem ocorrer em qualquer faixa etária.


Mito: "Reumatismo ataca no frio".

Verdade: O ambiente mais frio apenas aumenta a sensibilidade e a percepção dolorosa levando o paciente a acreditar que a doença “atacou” por causa do frio.


Mito: "Reumatismo no sangue".

Verdade: Este é uma expressão criada há muitos anos pelos próprios médicos para aqueles pacientes com dor e alguma alteração nos exames laboratoriais (“exames de sangue”) sem que necessariamente houvesse doença.


Mito: "Exames para reumatismo".

Verdade: O termo “reumatismo” é vago como já foi mencionado acima. Os exames, quando solicitados, levam em consideração a queixa e o exame físico de cada paciente. A grande maioria deles é inespecífica e devem ser analisados com muito cuidado. Além disso muitos destes exames podem estar alterados em indivíduos saudáveis.


Mito: "FAN positivo, o paciente tem lupus".

Verdade: Este exame laboratorial geralmente é positivo no lupus eritematoso sistêmico. Contudo também pode estar presente em várias outras doenças, pelo uso de determinados medicamentos e até mesmo em pessoas saudáveis.


Mito: "Fórmula para reumatismo"

Verdade: Isto não exite. Cada doença tem seu esquema terapêutico definido. Esta tal “fórmula” geralmente consiste num coquetel de drogas com efeito paliativo e freqüentemente associado a uma grande quantidade de efeitos colaterais.


Mito:,"Dor nas articulações significa reumatismo".

Verdade: Dor articular é uma manifestação clínica como outra qualquer. Pode estar presente em diversas patologias sem qualquer relação com “reumatismo”.


Mito: "Alimentos ácidos aumentam o ácido úrico".

Verdade: O ácido úrico é um produto do metabolismo de uma variedade de proteínas chamada purinas. Já os encontrados em frutas e alimentos são o ácido cítrico, o ácido ascórbico e o ácido acético. Tem em comum apenas o fato de serem ácidos.


Mito: "ASLO elevado indica reumatismo".

Verdade: Este exame laboratorial apenas indica presença de anticorpos contra uma bactéria chamada Streptococo. Pode estar elevado na maioria das infecções respiratórias, inclusive uma simples gripe, e permanecer elevado por muitos meses.