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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Gota



O que é gota? 
A gota é um tipo de doença reumática que pode causar artrite (dor intensa e de início súbito, calor, rubor, dificuldade de movimentar a articulação)


Por que um indivíduo tem gota? 


A gota geralmente está associado ao aumento do ácido úrico no sangue e que pode ser por aumento de sua produção ou dificuldade de eliminação. Esse ácido úrico aumentado pode se depositar nas articulações e precipitar crises de artrite.


Qual dieta devo seguir? 


Apesar da maioria da população pensar que há uma forte influência da dieta na precipitação das crises, isso não é o principal fator e pode variar de paciente para paciente. Até hoje só foi comprovado cientificamente que há uma associação entre aumento dos níveis sanguíneos do ácido úrico e a ingestão de álcool, diuréticos e aspirina. Portanto, o paciente não precisa fazer uma dieta rigorosa como antigamente.


Qual é o tratamento?


O tratamento medicamentoso pode ser na crise ou no período intercrise, com o objetivo de redução dos níveis de ácido úrico. Além da identificação de fatores que podem estar contribuindo para a deflagração de crises. Controle do peso, com dieta e atividade física, da glicemia, do colesterol e triglicerídeos, pois geralmente quem tem gota apresenta outras alterações metabólicas.

Fonte: Roberta Koyama (Reumatologista)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Ressonância magnética no diagnóstico de artrite reumatóide no estágio subclínico

 YORK (Reuters Health) – A ressonância magnética para detectar edema da medular óssea do punho e articulações dos dedos pode ajudar os médicos a diagnosticar a artrite reumatoide em fase inicial, quando adicionados aos critérios de classificação AR 2010, de acordo com pesquisadores do Japão.

"Métodos eficientes para diferenciar a artrite reumatóide (AR) em uma fase inicial de outras doenças são desejados desde a intervenção terapêutica precoce para melhora dos resultados clínicos e radiográficos de AR", em Anais das Doenças Reumáticas, on-line 02 de setembro.

"Esta é a primeira evidência de que a combinação de edema de medular óssea detectados pele RM com os critérios de classificação da artrite reumatoide de 2010, aumentam a probabilidade de diagnóstico precoce da artrite reumatóide" de acordo com o autor Dr. Mami Tamai, da Universidade de Nagasaki, Escola de Pós-Graduação de Ciências Biomédicas.

No entanto, ainda não está claro se a RM deve ser incorporada na propedêutica do paciente, conforme email escrito por ele à Reuters Health.

"Os achados de RM são mais sensíveis do que os exames físicos", disse o Dr. Tamai. "Mas o fato da RM ser muito cara nos dias de hoje, não estamos certos se vale a pena."

Os autores avaliaram 166 pacientes consecutivos com artrite precoce, que não cumpriam os critérios de AR 1987 ou outros critérios internacionais para a doença reumática no início do estudo em um centro médico. Eles incluíram 13 pacientes sem edema articular importante e dois pacientes com erosão radiográfica simples típica. A duração média da doença no início do estudo foi de dois meses.

Todos os pacientes tiveram um exame físico, exames de sangue e de RM com contraste paramagnético das articulações do punho e dedos.

Os critérios de 2010 tiveram uma sensibilidade de 61,9% e uma especificidade de 82,6% para a identificação de pacientes que foram colocados nas drogas modificadoras da doença (DMARDs) dentro de um ano.

Comparado com sinovite simétrica e erosão óssea, edema da medular óssea foi o achado de RM mais útil em relação a melhora da acurácia.

Quando estes achados foram adicionados aos critérios 2010, houve um aumento da sensibilidade para 76,3%, enquanto que a especificidade caiu para 75,4%.  A precisão dessa medida combinada foi de 75,9% contra 70,5% com os critérios de 2010 sozinhos.

Os pesquisadores encontraram um padrão semelhante ao usar o cumprimento dos critérios de AR 1987 em um ano como referência.

"Este estudo demonstra que o uso da ressonância magnética em pacientes selecionados que não satisfazem os critérios de diagnóstico podem identificar aqueles que vão continuar a desenvolver artrite reumatóide", disse o Dr. Joshua F. Baker, um professor assistente em reumatologia e epidemiologia na Universidade de Pensilvânia, na Filadélfia, que não esteve envolvido no novo trabalho.

"No entanto, como isso pode afetar em prática o atendimento clínico ainda não é conhecido, nem se sabe quais são as ramificações dos custos", disse à Reuters Health por e-mail. "Portanto, a consideração cuidadosa deve ser dada antes que esta tecnologia seja recomendada para o uso rotineiro."

Dr. Baker acrescentou que os médicos também devem considerar que a ressonância magnética pode ser útil apenas no contexto clínico correto. "Em outras palavras", disse ele, "uma ressonância magnética" positiva "não deve ser considerada diagnóstico da doença em si, mas apenas a informação considerada útil no contexto de outras evidências clínicas da doença."

Dr. Robert Landewe, professor de reumatologia da Universidade de Amsterdã, na Holanda, repetiu a nota cautelosa.

"Todos os estudos de diagnóstico em que a RM é testada resultados por padrão em maior sensibilidade. No entanto, não sabemos se esses pacientes diagnosticados adicionalmente têm realmente o tipo de AR que deve ser diagnosticada e tratada no início, a fim de melhorar os seus resultados", ele disse à Reuters Health. "Na ausência de um verdadeiro padrão ouro para AR, contra a uma que podemos testar, devemos estar sempre preocupados com diagnóstico e tratamento de muitos pacientes."


"Hoje em dia, vemos um monte de estudos que afirmam que as ferramentas de diagnóstico inovadoras (se incluem testes ou exames de imagem ou de sangue) podem melhorar o diagnóstico da AR," disse o Dr. Landewe. "Mas o diagnóstico da AR é CLÍNICO, e baseia-se na anamnese cuidadosa, exame físico (presença de sinovite clínica) e exames de sangue simples. Todas as orientações e recomendações existentes para o tratamento da AR têm se baseado em critérios clínicos, não em critérios embelezados com sofisticadas ferramentas de alta tecnologia. "



Artrite reumatóide

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Densitometria Óssea

Para que serve? 

É um exame simples, rápido e de fácil execução. Baseia-se na dupla emissão de raios-x. A densitometria óssea mede a quantidade de massa óssea, avalia risco de fratura, sobretudo para o tratamento de doenças que retiram minerais dos ossos, deixando-os enfraquecidos, como a osteoporose e a osteopenia.

Como ocorre o procedimento?
O paciente é posicionado em uma mesa, com o auxílio de técnico especializado, permanecendo deitado por cerca de 5 a 10 minutos. Não é necessário jejum. Você deve comparecer ao exame com roupas leves e confortáveis, sem metais (ziper, botões metálicos etc).

A duração do exame é de aproximadamente 20 minutos, no entanto, recomenda-se que você chegue com 30 minutos de antecedência. Não marque compromissos pelo menos meia hora antes e meia hora depois do exame. Assim, você terá mais tranquilidade.

Evite ingerir o suplemento de cálcio no dia do exame. Se você fez algum exame de medicina nuclear recente, por exemplo, cintilografia óssea, mapeamento de tireóide, MIBI, a densitometria óssea não deve ser realizada.
Da mesma forma, procedimentos radiológicos contrastados, como enema opaco e urografia excretora, não devem ser realizados de forma concomitante. É recomendável também um intervalo de pelo menos 2 semanas entre esses métodos.

Para quem é indicado?
A densitometria óssea é indicada para as mulheres acima de 65 anos e os homens acima de 70. Há também as pré-disposições como o histórico de fratura prévia por trauma de baixo impacto; menopausa precoce (antes dos 45 anos de idade); monitorização terapêutica; monitorização de perda óssea; história familiar de fratura por baixo impacto; tabagismo atual; etilismo crônico (acima de duas doses por dia); baixo índice de massa corpórea (menor do que 19 kg/ m2); deficiência visual grave; história de queda recente (mais de duas no último ano); sedentarismo; baixa ingestão de cálcio; medicações (glicocorticosteróides, anti-convulsivantes, lítio, análogos do GnRH, doses excessivas de T4); doenças associadas (amenorréia prolongada, hipogonadismo, hiperparatiroidismo primário, mieloma múltiplo, tireotoxicose, síndrome de Cushing, transplante de órgãos, sndromes de má absorção (doença celíaca, doença de Crohn, gastrectomia), doença pulmonar obstrutiva crônica).

De quanto em quanto tempo é necessário repetir o exame?
Em média, a cada 12 meses, mas existem situações especiais nas quais pode ser repetido precocemente, como uso crônico de corticosteroides. O importante é seguir a orientação médica.

Há riscos?
De forma geral, o exame utiliza pouca radiação ionizante, aproximadamente 25% da dose de radiação recebida durante a realização de uma radiografia simples de tórax. As contraindicações são as mesmas de um exame de raio-x simples, isto é, gestantes devem ser protegidas.


FONTE: DIMAGEM-Diagnostico por imagem

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A importância da ressonância magnética nas espondiloartrites.




O envolvimento das articulações sacroilíacas e da coluna vertebral nas espondiloartrites axiais ocorre com grande frequência, sendo que a primeira manifestação costuma ser a sacroiliíte. Durante anos, os achados radiográficos foram considerados como marca registrada, no entanto sabemos que estes achados refletem apenas os danos estruturais ao invés de inflamação ativa. Na última década, o campo das espondiloartropatias sofreu grandes alterações, em grande parte movidas pelo desenvolvimento de novas drogas para o tratamento da espondilite anquilosante. A Sociedade Internacional de Espondiloartropatias dedicou seus últimos anos na reavaliação dos critérios de classificação já existentes e para o desenvolvimento e validação de instrumentos de diagnóstico, para facilitar o diagnóstico precoce e a avaliação da resposta ao tratamento. A ressonância magnética (RM) foi uma das principais mudanças, apresentando papel importante na avaliação da doença.  Porém a principal mudança foi no diagnóstico precoce através da avaliação das sacroilíacas. A RM apresenta alta sensibilidade na detecção da inflamação aguda (sacroiliíte). Além de ser um dos principais critérios diagnósticos, a RM pode servir como avaliação da atividade da doença, como monitoramento e pode fornecer orientação para o tratamento.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Entenda a Osteoporose



Osteoporose é uma condição metabólica que se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea e aumento do risco de fraturas.
Para entender o que acontece, é preciso lembrar que os ossos são compostos de uma matriz na qual se depositam complexos minerais com cálcio. Outra característica importante é que eles estão em constante processo de renovação, já que são formados por células chamadas osteoclastos encarregadas de reabsorver as áreas envelhecidas e por outras, os osteoblastos, cuja função de produzir ossos novos. Esse processo permanente e constante possibilita a reconstituição do osso quando ocorrem fraturas e explica por que a mais ou menos a cada dez anos o esqueleto humano se renova por inteiro.
Com o tempo, porém, a absorção das células velhas aumenta e a de formação de novas células ósseas diminui. O resultado é que os ossos se tornam mais porosos, perdem resistência. Perdas mais leves de massa óssea caracterizam a osteopenia. Perdas maiores são próprias da osteoporose e podem ser responsáveis por fraturas espontâneas ou causadas por pequenos impactos, como um simples espirro ou uma crise de tosse, por exemplo.
Na maioria dos casos, a osteoporose é uma condição relacionada com o envelhecimento. Ela pode manifestar-se em ambos os sexos, mas atinge especialmente as mulheres depois da menopausa por causa da queda na produção do estrógeno.
Causas e fatores de risco

Entre os fatores de risco que podem levar à osteoporose destacam-se:
* história familiar da doença;
* pessoas de pele branca, baixas e magras;
* asiáticos;
* deficiência na produção de hormônios;
* medicamentos à base de cortisona, heparina e no tratamento da epilepsia;
* alimentação deficiente em cálcio e vitamina D;
* baixa exposição à luz solar;
* imobilização e repouso prolongados;
* sedentarismo;
* tabagismo;
* consumo de álcool;
* certos tipos de câncer;
* algumas doenças reumatológicas, endócrinas e hepáticas.
Sintomas

A osteoporose é uma doença de instalação silenciosa. O primeiro sinal pode aparecer quando ela está numa fase mais avançada e costuma ser a fratura espontânea de um osso que ficou poroso e muito fraco, a ponto de não suportar nenhum trauma ou esforço por menor que sejam.
As lesões mais comuns são as fraturas das vértebras por compressão, que levam a problemas de coluna e à diminuição da estatura e as fraturas do colo do fêmur, punho (osso rádio) e costelas. Nas fases em que se manifesta, a dor está diretamente associada ao local em que ocorreu a fratura ou o desgaste ósseo.
Diagnóstico

A densitometria óssea por raios X é um exame não invasivo fundamental para o diagnóstico da osteoporose. Ele possibilita medir a densidade mineral do osso na coluna lombar e no fêmur para compará-la com valores de referência pré-estabelecidos. Os resultados são classificados em três faixas de densidade decrescente: normal, osteopenia e osteoporose.
Prevenção

Como até os 20 anos, 90% do esqueleto humano estão prontos, medidas de prevenção contra a osteoporose devem ser tomadas desde a infância e, especialmente, na adolescência para garantir a formação da maior massa óssea possível. Para tanto, é preciso pôr em prática três medidas básicas: ingerir cálcio, tomar sol para fixar a vitamina D no organismo e fazer exercícios físicos, Na verdade, essas regras devem ser mantidas durante toda a vida.
rincipalmente, a atividade física tem efeito protetor sobre o tônus e a massa muscular, que se reflete na melhora do equilíbrio e ajuda a evitar as quedas ao longo da vida.
Tratamento

Como a osteoporose pode ter diferentes causas, é indispensável determinar o que provocou a condição, antes de propor o tratamento, que deve ter por objetivo evitar fraturas, diminuir a dor, quando existe, e manter a função.
Existem várias classes de medicamentos que podem ser utilizadas de acordo com o quadro de cada paciente. São elas: os hormônios sexuais, os bisfosfanatos, grupo que inclui diversas drogas (o mais comum é o alendronato), os modeladores de receptores de estrogênio e a calcitonina de salmão. A administração subcutânea diária do hormônio das paratireoides está reservada para os casos mais graves de osteoporose, e para os intolerantes aos bisfosfonatos.
Recomendações

Sempre é bom lembrar que:
1) a osteoporose não é problema que atinge só as mulheres. Ela afeta também os homens. Nelas, a causa mais comum é a queda na produção de estrógeno depois da menopausa; neles, o índice da massa corpórea abaixo de 20, a falta ou excesso de exercício, diabetes, hipertireoidismo, doença do glúten, drogas contra a epilepsia ou imunossupressores usados em transplantes de órgão;
2) a dieta diária deve incluir alimentos ricos em cálcio como leite, queijos, iogurtes; o cálcio é um mineral indispensável para garantir a recomposição da estrutura óssea;
3) suplementos de cálcio e vitamina D são recomendados para manter a massa óssea, especialmente nos pacientes cujas dietas são pobres em leite e laticínios, e que apanham pouco sol;
4) caminhar, andar de bicicleta, nadar, correr e, especialmente, exercícios com pesos são fundamentais para manter o tônus muscular e prevenir a osteoporose;
5) os esportes mais indicados para a produção contínua de massa óssea são os que provocam grande tensão muscular. Músculos exercitados e em movimento colaboram para que os ossos fiquem mais fortes e reduzem o risco de quedas e fraturas nas pessoas de idade;


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Osteoartrite


Osteoartrite é uma doença das articulações caracterizada por degeneração das cartilagens acompanhada de alterações das estruturas ósseas vizinhas. As mais atingidas são as articulações das mãos, joelhos, coxofemurais e da coluna.
Um dos sinais da enfermidade é o aumento de conteúdo líquido no interior do tecido cartilaginoso em uma ou mais articulações.
Osteoartrite é a mais comum das doenças reumáticas que se manifesta em ambos os sexos. A intensidade das queixas aumenta progressivamente com a idade.
Causas
Em boa parte dos casos, não se conhecem as causas da osteoartrite primária ou idiopática, mas sabe-se que obesidade, esforços físicos repetitivos e esportes como o nosso futebol e o futebol americano são fatores de risco para doença.
Já os quadros de osteoartrite secundária instalam-se como consequência de traumas, doenças reumatológicas inflamatórias, necrose óssea, injeções intra-articulares repetidas de cortisona, doenças congênitas do esqueleto, doenças metabólicas e endócrinas, e de enfermidades em que haja comprometimento dos nervos periféricos, por exemplo.
Sintomas
Os sintomas da osteoartrite podem permanecer leves ou mesmo desaparecer por longos períodos. O mais importante é a dor nas articulações, que costuma ser de instalação insidiosa e aumentar de intensidade no decorrer dos anos. Caracteristicamente, nas fases iniciais da doença, ela surge com o movimento e vai embora com o repouso.
Enrijecimento e diminuição da mobilidade articular estão também entre os sinais  possíveis da osteoartrite.
Tratamento
Não existe tratamento que retarde a evolução ou reverta o processo patológico que conduz à osteoartrite, mas o condicionamento físico através de exercícios aeróbicos é uma medida importante para controle dos sintomas.
Na verdade, o principal objetivo do tratamento é aliviar os sintomas e permitir que os portadores levem vida normal, sem dor ou limitações de movimento. Para tanto, a indicação de analgésicos é útil, embora sua ação seja pouco duradoura. Já o uso de
anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) deve restringir-se à eventualidade de instalar-se um quadro inflamatório no local.
Em casos selecionados, o tratamento é cirúrgico. As intervenções mais frequentes são: artroplastia (substituição parcial ou total da parte destruída por uma prótese), artrodese (fusão cirúrgica de dois ossos, usada principalmente na coluna), osteoplastia (retirada e limpeza cirúrgica da parte óssea deteriorada) e osteotomia (mudança do alinhamento ósseo através da secção de partes ósseas).
Recomendações
* Repousar por algum tempo durante o dia e depois de atividades que solicitem a articulação acometida pela osteoartrite;
* Adotar uma postura cuidadosa ao sentar-se, levantar objetos e andar, para evitar posições forçadas que sobrecarreguem as articulações;
* Evitar atividades que promovam impactos repetitivos e carregar pesos;
* Usar sapatos confortáveis que ofereçam boa base de apoio;
* Praticar exercícios isométricos que fortaleçam a musculatura para conferir estabilidade às articulações;
* Controlar o ganho de peso;
* Usar bengala ou andadores; certamente esses objetos lhe darão maior independência de locomoção;

* Utilizar sempre os corrimãos das escadas e as alças de apoio no banheiro.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ressonância Magnética: algumas informações básicas



Definição
A ressonância magnética (RM) é uma técnica que utiliza um campo magnético e ondas de rádio para criar imagens detalhadas dos órgãos e tecidos dentro de seu corpo.
As máquinas de ressonância magnética são grandes ímãs em forma de tubo. Quando você se encontra dentro de um aparelho de ressonância magnética, o campo magnético alinha temporariamente as moléculas de água em seu corpo. As ondas de rádio causam essas partículas alinhadas para produzir sinais muito fracos, que são usados para criar imagens de ressonância magnética transversais - como fatias de um pão.
A máquina de MRI pode também ser utilizada para produzir imagens de 3-D, que pode ser visualizada a partir de diferentes ângulos.

Por que ele é feito?
A ressonância magnética é uma forma não invasiva para o seu médico examinar seus órgãos, tecidos e sistema esquelético. Ela produz imagens de alta resolução que ajudam a diagnosticar uma variedade de problemas.
Ressonância magnética de ossos, articulações e da medula espinhal

RM pode ser usada para ajudar a avaliar:
- Doenças articulares, como artrite.
- Alterações articulares causadas por lesões traumáticas ou repetitivas
- Anormalidades de disco na coluna vertebral
- Infecções ósseas
- Os tumores dos ossos e tecidos moles
- Lesões na medula espinhal
Riscos
A presença de metal no corpo pode ser um perigo para a segurança ou prejudicar parte das imagens do exame. Sempre informe ao profissional  se você tiver qualquer metal ou dispositivos eletrônicos em seu corpo, tais como:
- Próteses articulares metálicas (artroplastia)
- Válvulas cardíacas artificiais
- Um desfibrilador cardíaco implantável
- Clipes metálicos para aneurismas
- Os implantes coleares
- Projétil de arma de fogo, estilhaços ou qualquer outro tipo de fragmento de metal
Informe também se você acha que está grávida, pois os efeitos dos campos magnéticos em fetos não são bem compreendidos. Seu médico pode recomendar a escolha de um exame alternativo ou adiar a ressonância magnética. Também é importante discutir qualquer doença renal ou problemas de fígado com o seu médico e tecnólogo, porque os problemas com esses órgãos podem impor restrições à utilização de agentes de contraste por via endovenosa.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Mitos e verdades em reumatologia


Veja abaixo uma lista de mitos e verdades sobre os fatos da Reumatologia:



Mito: "Reumatismo é doença de velho".

Verdade: Em primeiro lugar o termo “reumatismo” é um termo popular consagrado para se referir a alguma das muitas doenças que podem ter manifestações no sistema músculo esquelético. Além disso estas doenças podem ocorrer em qualquer faixa etária.


Mito: "Reumatismo ataca no frio".

Verdade: O ambiente mais frio apenas aumenta a sensibilidade e a percepção dolorosa levando o paciente a acreditar que a doença “atacou” por causa do frio.


Mito: "Reumatismo no sangue".

Verdade: Este é uma expressão criada há muitos anos pelos próprios médicos para aqueles pacientes com dor e alguma alteração nos exames laboratoriais (“exames de sangue”) sem que necessariamente houvesse doença.


Mito: "Exames para reumatismo".

Verdade: O termo “reumatismo” é vago como já foi mencionado acima. Os exames, quando solicitados, levam em consideração a queixa e o exame físico de cada paciente. A grande maioria deles é inespecífica e devem ser analisados com muito cuidado. Além disso muitos destes exames podem estar alterados em indivíduos saudáveis.


Mito: "FAN positivo, o paciente tem lupus".

Verdade: Este exame laboratorial geralmente é positivo no lupus eritematoso sistêmico. Contudo também pode estar presente em várias outras doenças, pelo uso de determinados medicamentos e até mesmo em pessoas saudáveis.


Mito: "Fórmula para reumatismo"

Verdade: Isto não exite. Cada doença tem seu esquema terapêutico definido. Esta tal “fórmula” geralmente consiste num coquetel de drogas com efeito paliativo e freqüentemente associado a uma grande quantidade de efeitos colaterais.


Mito:,"Dor nas articulações significa reumatismo".

Verdade: Dor articular é uma manifestação clínica como outra qualquer. Pode estar presente em diversas patologias sem qualquer relação com “reumatismo”.


Mito: "Alimentos ácidos aumentam o ácido úrico".

Verdade: O ácido úrico é um produto do metabolismo de uma variedade de proteínas chamada purinas. Já os encontrados em frutas e alimentos são o ácido cítrico, o ácido ascórbico e o ácido acético. Tem em comum apenas o fato de serem ácidos.


Mito: "ASLO elevado indica reumatismo".

Verdade: Este exame laboratorial apenas indica presença de anticorpos contra uma bactéria chamada Streptococo. Pode estar elevado na maioria das infecções respiratórias, inclusive uma simples gripe, e permanecer elevado por muitos meses.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Osteoartrite: Doença das articulações



Osteoartrite é uma doença das articulações caracterizada por degeneração das cartilagens, acompanhada de alterações das estruturas ósseas vizinhas. É a mais comum das doenças reumáticas.
Cerca de 80% a 90% das pessoas acima de 40 anos mostram sinais de osteoartrite ao raio X, embora grande parte delas não apresente sintomas. A intensidade das queixas aumenta progressivamente com a idade. A doença se instala em mulheres e homens na mesma proporção.
ETIOLOGIA

A água constitui 70% do conteúdo das cartilagens existentes na articulação. Do que sobra, 90% são formados por uma rede elástica de colágeno e agregados de moléculas grandes chamadas proteoglicanos. Se as cartilagens articulares não existissem, um osso se chocaria contra outro. Sob impacto, no entanto, as cartilagens são comprimidas e expulsam água de seu interior, que é reabsorvida quando as forças compressivas relaxam. A osteoartrite se instala quando há aumento de conteúdo líquido no interior do tecido cartilaginoso.
CAUSAS

Primárias: em boa parte dos pacientes não há fatores que justifiquem o quadro de osteoartrite. Talvez anormalidades anatômicas sutis, como pequenas irregularidades na superfície articular, levem ao desgaste da cartilagem. O exercício atlético, quando não excessivo nem associado a traumatismos, não predispõe à enfermidade. Ao contrário, a obesidade, esforços físicos repetitivos e esportes como o futebol são fatores de risco. Por outro lado, o condicionamento através de exercícios aeróbicos pode reduzir os sintomas;
Secundárias: as osteoartrites secundárias podem instalar-se como consequência de traumas, doenças reumatológicas inflamatórias, necrose óssea, injeções intra-articulares repetidas de cortisona, doenças congênitas do esqueleto, doenças metabólicas e endócrinas, enfermidades em que há comprometimento de nervos periféricos e outras.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

O principal sintoma é a dor nas articulações. Costuma ser de instalação insidiosa e aumentar de intensidade no decorrer dos anos. Fases mais sintomáticas podem ser seguidas de outras com menos dor ou com desaparecimento completo dos sintomas. Caracteristicamente, a dor surge com o movimento e desaparece com o repouso, até que sejam atingidas as fases mais avançadas da evolução.
A doença pode provocar enrijecimento e diminuição da mobilidade articular, e acometer uma ou mais articulações. O enrijecimento tende a desaparecer segundos ou minutos depois da movimentação, diferença importante com os casos de artrite reumatoide em que pode persistir por horas. Indivíduos abaixo dos 40 anos, não costumam apresentar sintomas. A evolução geralmente é lenta, mas a piora é progressiva com o passar dos anos. Os sintomas podem permanecer leves ou mesmo desaparecer por longos períodos.
ARTICULAÇÕES MAIS ACOMETIDAS

1) Mãos:
Afeta principalmente as articulações entre a segunda e a terceira falange, provocando abaulamentos articulares (nódulos de Heberden). Mais raramente, esses nódulos surgem na articulação da primeira com a segunda falange (nódulos de Bouchard).
Pode haver vermelhidão local, dor e inchaço por períodos variáveis. A limitação do movimento costuma estar ausente ou ser discreta;
2) Joelhos:
Por ser uma articulação que suporta peso, limitações de movimento não são raras. Derrames articulares, dor e alargamento das estruturas ósseas vizinhas à articulação, com ou sem crepitação (como se houvesse areia na junta), podem estar presentes. O joelho permanece estável até as fases mais avançadas quando aparecem deformidades que desalinham os ossos;
3) Coxofemurais:
O comprometimento, às vezes, é bilateral e se torna incapacitante. A dor é sentida na virilha ou na região lateral da articulação, com eventual irrradiação para as nádegas ou para os joelhos, confundindo o quadro. Como defesa, os pacientes rodam a coxa para fora e dobram a perna, dando a impressão de que o membro sofreu encurtamento.
4) Coluna:
Quando o envolvimento do tecido fibroelástico, que constitui o disco situado entre as vértebras, e as alterações ósseas vizinhas comprimem as raízes nervosas que emergem da coluna, surgem dor, espasmos e atrofias musculares e limitação dos movimentos. Os locais mais acometidos são a coluna cervical baixa e as últimas vértebras lombares. A radiografia pode mostrar a presença de osteófitos (bicos de papagaio), cuja presença não guarda relação direta com a dor.
TRATAMENTO

Não existe tratamento que retarde a evolução ou reverta o processo patológico que conduz à osteoartrite. O objetivo do tratamento é aliviar sintomas e permitir que os portadores levem vida normal, sem dores ou limitações de movimento.

MEDIDAS GERAIS

1) Promover repouso adequado durante o dia, depois de atividade que solicite a articulação acometida;
2) Adotar postura cuidadosa ao sentar, levantar objetos e andar, para evitar posições forçadas que sobrecarreguem a articulação;
3) Evitar carregar pesos e atividades causadoras de impactos repetitivos;
4) Usar sapatos confortáveis que ofereçam boa base de apoio; não calçar sapatos com os calcanhares desgastados;
5) Praticar exercícios isométricos que fortaleçam a musculatura para conferir estabilidade às articulações, pois são mais indicados;
6) Evitar a obesidade;
7) Nos casos mais avançados, o uso de bengalas, andadores, corrimãos e alças de apoio no banheiro é fundamental.
CIRURGIAS

Em casos selecionados, a cirurgia traz benefícios. As intervenções mais frequentes são: artroplastia (substituição parcial ou total da parte destruída por uma prótese), artrodese (fusão cirúrgica de dois ossos, usada principalmente na coluna), osteoplastia (retirada e limpeza cirúrgica da parte óssea deteriorada) e osteotomia (mudança do alinhamento ósseo através da secção de partes ósseas).

MEDICAMENTOS

Ácido acetilsalecílico e analgésicos comuns, como acetaminofeno ou dipirona podem ser úteis para tratar episódios isolados de dor, mas sua ação é pouco duradoura. O ácido acetilsalecílico pode alterar a coagulação e causar sangramentos.
Corticosteroides não são indicados. Em casos excepcionais, a injeção intra-articular está indicada para aliviar dores rebeldes, mas a repetição é capaz de lesar ainda mais os tecidos,agravando o quadro.
Anti-inflamatórios: embora osteoartrite seja considerada uma enfermidade não inflamatória, as alterações que ocorrem nas cartilagens articulares costumam atrair o quadro inflamatório para o local. Esse componente pode ser reduzido pelo tratamento com drogas que pertencem à classe dos antii- nflamatórios não esteroides (AINEs).