Médico Radiologista

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Corrida

Siga as orientações de um profissional de educação física para evitar problemas.

Telerradiologia na Região Norte

Os exames envidos pela internet são analisados de forma precisa.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Gota



O que é gota? 
A gota é um tipo de doença reumática que pode causar artrite (dor intensa e de início súbito, calor, rubor, dificuldade de movimentar a articulação)


Por que um indivíduo tem gota? 


A gota geralmente está associado ao aumento do ácido úrico no sangue e que pode ser por aumento de sua produção ou dificuldade de eliminação. Esse ácido úrico aumentado pode se depositar nas articulações e precipitar crises de artrite.


Qual dieta devo seguir? 


Apesar da maioria da população pensar que há uma forte influência da dieta na precipitação das crises, isso não é o principal fator e pode variar de paciente para paciente. Até hoje só foi comprovado cientificamente que há uma associação entre aumento dos níveis sanguíneos do ácido úrico e a ingestão de álcool, diuréticos e aspirina. Portanto, o paciente não precisa fazer uma dieta rigorosa como antigamente.


Qual é o tratamento?


O tratamento medicamentoso pode ser na crise ou no período intercrise, com o objetivo de redução dos níveis de ácido úrico. Além da identificação de fatores que podem estar contribuindo para a deflagração de crises. Controle do peso, com dieta e atividade física, da glicemia, do colesterol e triglicerídeos, pois geralmente quem tem gota apresenta outras alterações metabólicas.

Fonte: Roberta Koyama (Reumatologista)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Ressonância magnética no diagnóstico de artrite reumatóide no estágio subclínico

 YORK (Reuters Health) – A ressonância magnética para detectar edema da medular óssea do punho e articulações dos dedos pode ajudar os médicos a diagnosticar a artrite reumatoide em fase inicial, quando adicionados aos critérios de classificação AR 2010, de acordo com pesquisadores do Japão.

"Métodos eficientes para diferenciar a artrite reumatóide (AR) em uma fase inicial de outras doenças são desejados desde a intervenção terapêutica precoce para melhora dos resultados clínicos e radiográficos de AR", em Anais das Doenças Reumáticas, on-line 02 de setembro.

"Esta é a primeira evidência de que a combinação de edema de medular óssea detectados pele RM com os critérios de classificação da artrite reumatoide de 2010, aumentam a probabilidade de diagnóstico precoce da artrite reumatóide" de acordo com o autor Dr. Mami Tamai, da Universidade de Nagasaki, Escola de Pós-Graduação de Ciências Biomédicas.

No entanto, ainda não está claro se a RM deve ser incorporada na propedêutica do paciente, conforme email escrito por ele à Reuters Health.

"Os achados de RM são mais sensíveis do que os exames físicos", disse o Dr. Tamai. "Mas o fato da RM ser muito cara nos dias de hoje, não estamos certos se vale a pena."

Os autores avaliaram 166 pacientes consecutivos com artrite precoce, que não cumpriam os critérios de AR 1987 ou outros critérios internacionais para a doença reumática no início do estudo em um centro médico. Eles incluíram 13 pacientes sem edema articular importante e dois pacientes com erosão radiográfica simples típica. A duração média da doença no início do estudo foi de dois meses.

Todos os pacientes tiveram um exame físico, exames de sangue e de RM com contraste paramagnético das articulações do punho e dedos.

Os critérios de 2010 tiveram uma sensibilidade de 61,9% e uma especificidade de 82,6% para a identificação de pacientes que foram colocados nas drogas modificadoras da doença (DMARDs) dentro de um ano.

Comparado com sinovite simétrica e erosão óssea, edema da medular óssea foi o achado de RM mais útil em relação a melhora da acurácia.

Quando estes achados foram adicionados aos critérios 2010, houve um aumento da sensibilidade para 76,3%, enquanto que a especificidade caiu para 75,4%.  A precisão dessa medida combinada foi de 75,9% contra 70,5% com os critérios de 2010 sozinhos.

Os pesquisadores encontraram um padrão semelhante ao usar o cumprimento dos critérios de AR 1987 em um ano como referência.

"Este estudo demonstra que o uso da ressonância magnética em pacientes selecionados que não satisfazem os critérios de diagnóstico podem identificar aqueles que vão continuar a desenvolver artrite reumatóide", disse o Dr. Joshua F. Baker, um professor assistente em reumatologia e epidemiologia na Universidade de Pensilvânia, na Filadélfia, que não esteve envolvido no novo trabalho.

"No entanto, como isso pode afetar em prática o atendimento clínico ainda não é conhecido, nem se sabe quais são as ramificações dos custos", disse à Reuters Health por e-mail. "Portanto, a consideração cuidadosa deve ser dada antes que esta tecnologia seja recomendada para o uso rotineiro."

Dr. Baker acrescentou que os médicos também devem considerar que a ressonância magnética pode ser útil apenas no contexto clínico correto. "Em outras palavras", disse ele, "uma ressonância magnética" positiva "não deve ser considerada diagnóstico da doença em si, mas apenas a informação considerada útil no contexto de outras evidências clínicas da doença."

Dr. Robert Landewe, professor de reumatologia da Universidade de Amsterdã, na Holanda, repetiu a nota cautelosa.

"Todos os estudos de diagnóstico em que a RM é testada resultados por padrão em maior sensibilidade. No entanto, não sabemos se esses pacientes diagnosticados adicionalmente têm realmente o tipo de AR que deve ser diagnosticada e tratada no início, a fim de melhorar os seus resultados", ele disse à Reuters Health. "Na ausência de um verdadeiro padrão ouro para AR, contra a uma que podemos testar, devemos estar sempre preocupados com diagnóstico e tratamento de muitos pacientes."


"Hoje em dia, vemos um monte de estudos que afirmam que as ferramentas de diagnóstico inovadoras (se incluem testes ou exames de imagem ou de sangue) podem melhorar o diagnóstico da AR," disse o Dr. Landewe. "Mas o diagnóstico da AR é CLÍNICO, e baseia-se na anamnese cuidadosa, exame físico (presença de sinovite clínica) e exames de sangue simples. Todas as orientações e recomendações existentes para o tratamento da AR têm se baseado em critérios clínicos, não em critérios embelezados com sofisticadas ferramentas de alta tecnologia. "



Artrite reumatóide

terça-feira, 22 de abril de 2014

Bursite no Ombro?

BURSITE NO OMBRO

     O termo conhecido popularmente como BURSITE DO OMBRO, desde o final da década de 90, não é mais usado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo, visto que até então, acreditava-se que a inflamação da Bursa, que é um tecido encontrado em várias articulações como joelho, quadril, cotovelo, etc, era a causa da doença cujo nome técnico atual é Síndrome do Impacto Subacromial, que representa a principal cauda de dor no ombro de origem não traumática que leva os pacientes a procurarem um médico Ortopedista no consultório.
     Hoje sabemos que a inflamação da Bursa é consequência e constitui apenas mais uma das várias alterações existentes nesta doença, que pode vir acompanhada também por:
  • alterações ósseas, sobretudo do acrômio, que é um osso que forma o chamado teto da principal articulação do ombro;
  • artrose da articulação Acrômio-Clavicular;
  • e finalmente, inflamação e nos casos mais avançados, ruptura dos tendões que compõe o manguito rotador, cujas principais funções são dar movimento e estabilidade para o ombro.

     Assim como inúmeras doenças músculo-esqueléticas, a síndrome do impacto subacromial é causada pela falta de exercícios específicos, bem como pela execução inadequada destes.
     Os sintomas mais comuns são dor, sobretudo noturna e ao se realizar elevação do braço (acima de 70 graus), limitação funcional progressiva, hipotrofia muscular e nos casos mais avançados, diminuição e até perda da força e/ou movimentos.
    O diagnóstico é dado pelo exame físico, com a realização de testes específicos. A avaliação radiográfica é importante para o estudo da anatomia óssea local, bem como pela procura de sinais diretos e indiretos da existência desta doença. Na suspeita de lesão dos tendões, o exame de escolha é a ressonância nuclear magnética, que além de determinar a presença ou não da lesão, revela sua exata localizacão, tamanho, tipo e se os músculos que dão origem aos tendões estudados apresentam sinais de degeneração gordurosa, cuja presença aumenta sobremaneira a gravidade do caso, uma vez que trata-se de condição irreversível.
     O tratamento quando iniciado precocemente apresenta elevados índices de sucesso, consistindo basicamente em medicação, orientações e fisioterapia. À medida que a doença avança, a chance de sucesso do tratamento não cirúrgico diminui e a necessidade de intervenção cirúrgica aumenta, sobretudo na vigência de lesões completas de 01 ou mais tendões, situações que entre outras coisas é realizado o reparo destas estruturas.
     Por tratar-se de doença evolutiva, os pacientes que não tratam a síndrome do impacto subacromial passam por todas as fases da doença até a rotura dos tendões, que quando não tratados podem culminar com uma dasmais graves patologias do ombro, qual seja a artropatia do manguito rotador, cujo tratamento atual consiste em realizar artroplastia total reversa do ombro.
     A prevenção desta doença é obtida através da realização de exercícios de fortalecimento muscular do ombro, em especial dos chamados rotadores, bem como por meio de alongamentos dos tecidos existentes na referida articulação e na vigência de sintomas iniciais, a procura imediata para o tratamento da mesma.
     Mas naturalmente apesar da síndrome do impacto subacromial constituir a principal  causa de dor no ombro de origem não traumática, existem outras patologias que também cursam com dor nesta articulação, como se segue:

a) Capsulite adesiva, também conhecida como ombro congelado, cuja principal característa  clínica é , além da dor, cursar com diminuição dos movimentos passivos, sendo o tratamento não cirúrgico considerado como de escolha na grande maioria dos casos.
b) Tendinite calcárea que consiste na deposição de cálcio dentro de 01 ou mais tendões do manguito rotador. Trata-se de doença auto-limitada, ou seja, de resolução espontânea, sendo considerada uma das principais causas de dor não traumática que leva o paciente a procurar atendimento de urgência, tudo em função da dor intensa encontrada durante a fase de reabsorção espontânea do cálcio depositado no(s) tendão (ões).
c) Artrose do ombro, que diferentemente de outras articulações como joelho e ombro, tem sua ocorrência muito mais escassa, embora não menos incapacitante. O tratamento desta doença em estágios mais avançados consiste na realização de artroplastia da referida articulação.
d) Instabilidade configura patologia mais comum entre os jovens que podem culminar com o completo deslocamento da articulação, tecnicamente chamada de luxação. O seu tratamento dependendo da origem (traumática ou atraumática), vai desde fisioterapia e fortalecimento muscular a reparo cirúrgico da lesão.

e) Lesões labrais, cuja identificação veio concomitantemente com o advento da artroscopia do ombro (técnica cirúrgica minimamente invasiva que utiliza microcâmera e transmite para 01 monitor as imagens obtidas dentro da articulação com aumento em várias vezes de seu tamanho real) e cujo tratamento, em boa parte dos casos, dependendo da sintomatologia e nível de atividade física do paciente é cirúrgico.


Jean Klay Santos Machado
Médico Ortopedista
Coordenador de serviço de residência médica em ortopedia e traumatologia HPD / UEPA
Coordenador do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Adventista de Belém
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo




quarta-feira, 16 de abril de 2014

Densitometria Óssea

Para que serve? 

É um exame simples, rápido e de fácil execução. Baseia-se na dupla emissão de raios-x. A densitometria óssea mede a quantidade de massa óssea, avalia risco de fratura, sobretudo para o tratamento de doenças que retiram minerais dos ossos, deixando-os enfraquecidos, como a osteoporose e a osteopenia.

Como ocorre o procedimento?
O paciente é posicionado em uma mesa, com o auxílio de técnico especializado, permanecendo deitado por cerca de 5 a 10 minutos. Não é necessário jejum. Você deve comparecer ao exame com roupas leves e confortáveis, sem metais (ziper, botões metálicos etc).

A duração do exame é de aproximadamente 20 minutos, no entanto, recomenda-se que você chegue com 30 minutos de antecedência. Não marque compromissos pelo menos meia hora antes e meia hora depois do exame. Assim, você terá mais tranquilidade.

Evite ingerir o suplemento de cálcio no dia do exame. Se você fez algum exame de medicina nuclear recente, por exemplo, cintilografia óssea, mapeamento de tireóide, MIBI, a densitometria óssea não deve ser realizada.
Da mesma forma, procedimentos radiológicos contrastados, como enema opaco e urografia excretora, não devem ser realizados de forma concomitante. É recomendável também um intervalo de pelo menos 2 semanas entre esses métodos.

Para quem é indicado?
A densitometria óssea é indicada para as mulheres acima de 65 anos e os homens acima de 70. Há também as pré-disposições como o histórico de fratura prévia por trauma de baixo impacto; menopausa precoce (antes dos 45 anos de idade); monitorização terapêutica; monitorização de perda óssea; história familiar de fratura por baixo impacto; tabagismo atual; etilismo crônico (acima de duas doses por dia); baixo índice de massa corpórea (menor do que 19 kg/ m2); deficiência visual grave; história de queda recente (mais de duas no último ano); sedentarismo; baixa ingestão de cálcio; medicações (glicocorticosteróides, anti-convulsivantes, lítio, análogos do GnRH, doses excessivas de T4); doenças associadas (amenorréia prolongada, hipogonadismo, hiperparatiroidismo primário, mieloma múltiplo, tireotoxicose, síndrome de Cushing, transplante de órgãos, sndromes de má absorção (doença celíaca, doença de Crohn, gastrectomia), doença pulmonar obstrutiva crônica).

De quanto em quanto tempo é necessário repetir o exame?
Em média, a cada 12 meses, mas existem situações especiais nas quais pode ser repetido precocemente, como uso crônico de corticosteroides. O importante é seguir a orientação médica.

Há riscos?
De forma geral, o exame utiliza pouca radiação ionizante, aproximadamente 25% da dose de radiação recebida durante a realização de uma radiografia simples de tórax. As contraindicações são as mesmas de um exame de raio-x simples, isto é, gestantes devem ser protegidas.


FONTE: DIMAGEM-Diagnostico por imagem

quinta-feira, 27 de março de 2014

A Importância dos Exercícios e o Reumatismo


Por que se deve fazer exercícios?

Pessoas que são fisicamente ativas, são mais saudáveis e vivem por mais tempo, quando comparadas àquelas inativas. Isto é verdade para todos, mas especialmente para aquelas com reumatismo. Os benefícios do exercício físico é bastante conhecido de todos, mas existem alguns que se mostraram extremamente importantes para os pacientes reumáticos. A artrite é uma das maiores causas de limitação da atividade física e, a inatividade pode piorar a doença, criando um círculo vicioso, que vai complicando cada vez mais o quadro, dificultando a melhora. Muitas das pessoas que têm artrite estão “fora de forma”, são mais “fracas”, com menos flexibilidade, sentindo mais dor que o necessário, devido principalmente às “complicações” da inatividade. Dor, rigidez, fadiga e o medo de piorar, podem fazer com que o paciente reaja contra o exercício. No entanto, para o reumático, um programa de exercício apropriado é extremamente importante e saudável.

Que tipos de exercício são úteis e seguros?
Trabalhos mostram que muitas pessoas com artrite podem participar seguramente de programas de exercício regulares, procurando alcançar uma melhor condição aeróbica, aumento da força muscular, da resistência e flexibilidade, facilitando tarefas do dia a dia, como caminhar, se abaixar, cuidar dos afazeres domésticos. Há três tipos principais de exercícios, cada com um papel na melhora da saúde, aptidão e, reduzindo a incapacidade e a dor relacionada à patologia.

Alongamentos: são exercícios suaves, que praticados diariamente, promovem uma melhora da qualidade muscular, aumento da flexibilidade e, se feito corretamente, reduzem as lesões provocadas pelo esforço do dia a dia. São a base de qualquer programa de reabilitação.

Condicionamento Muscular (força e resistência): estes são mais vigorosos que o anterior e, normalmente executado em dias alternados. Eles são indicados para um aumento da quantidade e qualidade do músculo, trabalhando com cargas e resistências crescentes. Exige controle estrito de um técnico especializado, como um professor de educação física, além do médico, é claro.

Condicionamento Aeróbico: estes incluem atividades que usam os músculos do corpo de modo rítmico e repetitivo, melhorando coração, pulmão e função muscular. Também é o tipo de exercício que tem benefícios para o controle do peso, humor e saúde geral. Exemplos deste tipo de exercícios são: caminhar, dançar, natação, hidroginástica ou ginástica aeróbica (sempre de baixo impacto), andar de bicicleta, etc.

Você sabia? Um método grosseiro de analisar se seu ritmo no exercício está correto é o de falar enquanto caminha, por exemplo. Isto não poderá provocar falta de ar. Não esqueça que é fundamental ir ao médico antes de iniciar qualquer tipo de exercício, somente ele poderá afirmar qual o melhor para o seu caso e, o ritmo indicado. 

As recomendações atuais para atividade uma atividade física indicam que 30 minutos de atividade aeróbia, moderada, 05 vezes na semana, são suficiente para manutenção de um estado saudável. Alguns trabalhos demonstram que para pacientes reumáticos este período pode ser divido em 03 de 10 minutos com o mesmo benefício.

Como escolher o melhor programa de exercício?
Um programa de exercício para uma pessoa com artrite inclui alongamento, fortalecimento muscular e atividades aeróbicas. O conteúdo e a progressão deste programa, depende de necessidades individuais e das incapacidades existentes. Os programas de exercícios de maior funcionamento serão aqueles onde a relação do reumatologista X paciente é mais intensa, pois a confiança é primordial para quebra das barreiras do medo da dor.

Crédito:
Dr. Marcelo Cruz Rezende - Reumatologista/MS

Fonte: Sociedade brasileira de reumatologia.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Posso Correr?

Com a quantidade de pessoas que sai às ruas para praticar uma simples corrida, duas perguntas: Estão preparadas para praticar a corrida?

Quando vamos correr na rua, precisamos ter músculos preparados para correr, a atividade de corrida movimenta mais de 300 músculos do corpo humano, estes músculos estão prontos para suportar nosso peso por 20, 30, ou 45 minutos correndo?

Quando saímos para correr, o principal órgão que entra em ação é o coração sabendo disso, em que frequência cardíaca estamos praticando corrida?

Para primeira pergunta: Precisamos estar fazendo musculação a 03 meses para que nossos músculos possam suportar nosso peso correndo (estou considerando IMC abaixo de 26, ou seja peso dividido pela estatura ao quadrado).

Para segunda pergunta: temos que correr na frequência cardíaca correta, podemos usar uma formula simples para nos ajudar  F. cardíaca máxima= (220-idade) e usarmos de 60 a 80% desta diminuição, sendo assim, alguém de 40 anos tem a frequência cardíaca máxima de 180 e multiplicando por 60 a 80% dá o resultado de 108 a 144 batimentos por minuto. Procure um professor especialista em corrida e consulte um médico antes.

Paulo Marcelo Rios é professor de Educação Física e Pós-graduado em treinamento desportivo e treinador de corredores.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Ressonância magnética: Como realizar o exame? Quais são os inconvenientes?

O que é a ressonância magnética?

Qual seria a melhor maneira de visualizar o interior do corpo humano? Abri-lo, não é verdade? Mas isso não é mais necessário. Conectado a um computador, o aparelho de ressonância magnética fornece “fotografias” tão nítidas do interior do corpo que permitem ao médico ter uma excelente visão dele. Ainda mais: pode virtualmente fatiá-lo e fornecer “fotografias” de cada uma dessas fatias. Assim, aressonância magnética tornou-se o mais moderno e o mais perfeito exame dediagnóstico por imagem, fornecendo imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético. Ela consegue detectar anomalias que os exames anteriores não conseguiam, além de fornecer imagens mais detalhadas que as que se consegue com outros métodos de exame. O aparelho em que o exame é feito consta de um tubo circundado por um grande imã, no interior do qual é produzido um potente campo magnético.

Como realizar o exame de ressonância magnética?

Geralmente o exame não exige nenhum preparo prévio (às vezes, de acordo com o exame a ser realizado, pode ser solicitado um jejum de 4 a 6 horas) e tão logo terminado o procedimento, o paciente pode retomar suas atividades normais. Não é necessário interromper qualquer medicação que o paciente esteja tomando.

A pessoa que passa pelo exame de ressonância magnética deita-se numa maca e é orientada a ficar imóvel, enquanto, por deslizamento, é introduzida dentro de um tubo constituinte do aparelho. Como os movimentos impossibilitam a captação de imagens precisas, as crianças e os pacientes que não consigam se controlar necessitam ser sedados antes do exame.

O exame pode durar de 15 minutos até mais de uma hora, dependendo do objetivo. A ressonância magnéticanão utiliza radiação, porém uma vez que o aparelho gera um potente campo magnético (10.000 vezes maior que o campo magnético da terra), é preciso tomar certos cuidados durante o exame e mesmo fora dele. Pequenos objetos metálicos podem se transformar em projéteis ao serem atraídos pelo campo magnético da ressonância. Mesmo objetos grandes e pesados, como estantes e bancos presentes na sala, podem ser atraídos. O fato de ser submetido a esse campo magnético não acarreta nenhum dano biológico ao ser humano, mas o técnico ou o médico que realiza a ressonância magnética deve dar aos pacientes instruções detalhadas, entre as quais:


- O paciente deve ir ao banheiro antes do exame para que não experimente nenhuma urgência durante o mesmo, que pode durar um período longo.
- O paciente não deve se mexer durante todo o exame, mas pode se comunicar com o médico para pedir ou receber instruções ou relatar o que estiver sentindo.
A-  ressonância é um procedimento ruidoso. O paciente deve usar um protetor ou fone de ouvidos, geralmente oferecido pela instituição que faz o exame.
- Alguns pacientes com perfil fóbico podem se sentir incomodados no interior do tubo de ressonância magnética ou mesmo se recusarem a entrar nele. Em casos mais intensos, ele pode optar por um aparelho aberto ou ser submetido a uma sedação rápida, embora isso signifique introduzir uma complicação a mais numa técnica relativamente inócua.
- A roupa usada no exame não pode conter metais (como botões e fivelas).
- Alfinetes, grampos de cabelo e zíper de metal podem distorcer as imagens da ressonância magnética e também devem ser retirados.
- Aparelhos e objetos como cartões de crédito, relógios, óculos, aparelhos de surdez, celulares, próteses ortodônticas móveis e piercings devem ser retirados, mas aparelhos ortodônticos fixos não representam riscos para o paciente, embora possam prejudicar a qualidade das imagens.
- Antes do exame devem ser informados ao médico, para que ele decida sobre a possibilidade ou não do exame, o uso de clipes de aneurismas cerebrais, marca-passos cardíacos, prótese coclear, fragmentosde metal no corpo, implantes oculares etc.
Outros dispositivos, como DIU, clipes de cirurgias da vesícula, válvulas cerebrais, implantes ortopédicos e stents vasculares implantados há mais de seis semanas podem ser admitidos sem problemas.
- Por medida de segurança, mulheres grávidas só devem se submeter ao exame depois da 12ª semana de gravidez. Não são conhecidos malefícios para a mãe ou para o feto mesmo nas ressonâncias realizadas antes desse período.
- O limite de peso para o exame é de 160 quilos.
- Em alguns exames vasculares é necessária a aplicação de um contraste venoso (gadolídeo), geralmente inócuo.

Quais são os inconvenientes da ressonância magnética?
Muitas pessoas não podem fazer esse exame, pois:


- Têm em seu corpo algum metal que distorce as imagens;
- Usam aparelhos que podem ter seu funcionamento alterado, como marca-passos, por exemplo;
- São grandes demais para entrarem na máquina.
- A claustrofobia de muitos pacientes torna o exame muito incômodo para eles.
- O aparelho de ressonância magnética é relativamente barulhento.
- Durante o exame de ressonância magnética o paciente deve ficar imóvel por longos períodos.
- A ressonância magnética ainda é um procedimento custoso.



ABC.MED.BR, 2012. Ressonância magnética: o que é? Como realizar o exame? Quais são os inconvenientes?. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/exames-e-procedimentos/327625/ressonancia-magnetica-o-que-e-como-realizar-o-exame-quais-sao-os-inconvenientes.htm>. Acesso em: 22 jan. 2014.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A importância da ressonância magnética nas espondiloartrites.




O envolvimento das articulações sacroilíacas e da coluna vertebral nas espondiloartrites axiais ocorre com grande frequência, sendo que a primeira manifestação costuma ser a sacroiliíte. Durante anos, os achados radiográficos foram considerados como marca registrada, no entanto sabemos que estes achados refletem apenas os danos estruturais ao invés de inflamação ativa. Na última década, o campo das espondiloartropatias sofreu grandes alterações, em grande parte movidas pelo desenvolvimento de novas drogas para o tratamento da espondilite anquilosante. A Sociedade Internacional de Espondiloartropatias dedicou seus últimos anos na reavaliação dos critérios de classificação já existentes e para o desenvolvimento e validação de instrumentos de diagnóstico, para facilitar o diagnóstico precoce e a avaliação da resposta ao tratamento. A ressonância magnética (RM) foi uma das principais mudanças, apresentando papel importante na avaliação da doença.  Porém a principal mudança foi no diagnóstico precoce através da avaliação das sacroilíacas. A RM apresenta alta sensibilidade na detecção da inflamação aguda (sacroiliíte). Além de ser um dos principais critérios diagnósticos, a RM pode servir como avaliação da atividade da doença, como monitoramento e pode fornecer orientação para o tratamento.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Entorse de Joelho

A entorse do joelho é provocada por excessiva distensão das estruturas que garantem a estabilidade da articulação – ligamentos, por exemplo –, originada por movimentos bruscos ou traumatismos. O trauma mais comum que causa a lesão é a torção com trauma na face externa do joelho, levando ao estiramento do ligamento colateral medial (LCM), localizado na face interna do joelho. Este ligamento geralmente cicatriza sem necessidade de intervenção cirúrgica.


Outras lesões comumente associadas à entorse do joelho são a do menisco medial e a do ligamento cruzado anterior (LCA).
Como ocorre?
Geralmente relacionada à prática esportiva. A gravidade da lesão depende da maneira como o indivíduo torce o joelho. Após um ou dois dias do trauma, podem aparecer hematomas que muitas vezes se estendem até o tornozelo.
Quais os tratamentos?
O tratamento das entorses do joelho é direcionado de acordo com a lesão apresentada. Para melhor acompanhamento da lesão, após a consulta no Pronto Atendimento, deve-se agendar retorno com seu médico particular, levar os exames solicitados e realizar o acompanhamento conforme sua orientação, em ambulatório. Essa nova avaliação deve ser feita em aproximadamente uma semana. O tempo de cicatrização varia conforme o grau da entorse.
Como colaborar com o tratamento?
Na fase aguda – de acordo com a avaliação e orientação médica - é interessante seguir as recomendações:
·         Proteja o membro acometido: é importante diminuir ou deixar de fazer esforço com a perna acometida, utilizando muletas, bengala ou andador.
·         Fique em repouso: quanto mais tempo em repouso, melhor. Faça movimentos apenas para as necessidades básicas diárias e evite caminhadas.
·         Mantenha o apoio adequado: eleve a perna afetada, colocando-a sobre um apoio – como almofada ou travesseiro, por exemplo - quando sentado e sobre um ou dois travesseiros, quando deitado.
·         Use compressas de gelo: as compressas devem ser realizadas na parte da frente do joelho, a chamada face anterior, por 20 minutos, quatro vezes por dia. Deve-se envolver a bolsa de gelo com uma toalha para proteger a pele do frio excessivo.
·         Siga as orientações médicas: de acordo com o caso, algumas medidas especiais podem ser tomadas:
·          Órteses: a necessidade do uso de talas imobilizadoras será orientada pelo médico, quando necessário.
·         Medicações: podem ser prescritos analgésicos e anti-inflamatórios, que devem ser utilizados conforme orientação médica.
·          Exames complementares: dependendo do tipo da lesão o médico pode, após o exame físico do joelho, solicitar uma ressonância magnética. Esse exame deve, preferencialmente, ser realizado depois do primeiro atendimento, com dia e horário marcados. Não há indicação da realização do exame no atendimento inicial do paciente.

Caso surjam vermelhidão, inchaço, dor que não cede com as medicações ou perda de sensibilidade do membro afetado, procurar o Pronto Atendimento para nova avaliação.

Fonte: http://www.einstein.br



segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Joelho: lesões, principais formas de tratamento e prevenção.

 O joelho é uma das maiores articulações do corpo humano e também uma das que mais sofre lesões. Essa articulação é formada pela extremidade distal do fêmur, extremidade proximal da tíbia, patela, ligamentos, meniscos e tendões de músculos que o cruzam. O joelho pode ser lesionado de várias formas por ser muito vulnerável ao trauma direto (pancadas) ou indireto (entorse), além de ser lesionado principalmente pelo excesso de uso ou uso inadequado (regiões condrais e tendíneas são as mais acometidas).
Nos Estados Unidos e Canadá, mais de 4 milhões de pessoas necessitam, anualmente, de tratamento médico para as patologias do joelho. As lesões no joelho são muito comuns no meio esportivo. Atletas das modalidades que possuem corridas e/ou saltos, geralmente se queixam de dores em algum estágio de suas vidas competitivas, muitas vezes tendo que abandonar o esporte. Os atletas recreativos ou mesmo praticantes de academias, também são acometidos por estas lesões. Praticamente todas as estruturas do joelho podem ser lesionadas, neste texto daremos enfoque às lesões mais comuns: Lesões ligamentares (distensões), tendinite patelar, condromalácia patelar e lesões dos meniscos.

Lesões ligamentares

Existem quatro grandes ligamentos no joelho: Ligamento Cruzado Anterior (LCA), Ligamento Cruzado Posterior (LCP), Ligamento Colateral Medial (LCM) e Ligamento Colateral Lateral (LCL). A maior incidência de lesões ocorre no LCA e no LCM. O joelho é estável em extensão, passível de rotação axial (quando flexionado), fazendo com que essa articulação seja menos estável na flexão. Quanto às lesões, o estiramento dos ligamentos é uma das mais comuns nos tecidos moles do joelho, podendo ser classificado como:

1º Grau - Leve estiramento, com pequeno inchaço e sem perda da estabilidade. Neste caso o ligamento permanece íntegro e após o trauma o indivíduo consegue andar. A dor acontece somente no movimento e, em alguns casos, ao toque.
2º Grau - Estiramento de cerca de 50% das fibras, presença de sinais de inflamação, com grande dificuldade de movimentos, sendo a estabilidade preservada na maioria dos casos.
3º Grau – Estiramento de cerca de 75% das fibras, com presença de hematoma acentuado e perda da estabilidade, com diástase de 10mm.
4º Grau - Ruptura ligamentar total ou extração, com rompimento da cápsula e possível ruptura de menisco, consistindo-se em uma lesão grave.

Distensão do ligamento cruzado anterior (LCA)

A ruptura isolada do LCA pode acontecer, porém geralmente, é mais comum que esse ligamento seja danificado junto com outros ligamentos e/ou cornos posteriores de menisco. O mecanismo básico da lesão do LCA envolve a hiperextensão do joelho, como por exemplo, um golpe direto na parte frontal do fêmur com o pé fixo no chão.
O LCA também se distende em atividades que exigem mudanças rápidas de direção como no futebol, handebol e basquete (momento da “finta” ou em freadas rápidas, arrancadas) e em esportes de salto quando não acontece uma aterrissagem firme.
Durante a reabilitação deve-se evitar alongamentos agressivos dos músculos isquiotibiais e os exercícios devem ser executados inicialmente com os joelhos ligeiramente flexionados.
Os exercícios de cadeia cinética fechada são mais indicados. O fortalecimento dos isquiotibiais é de suma importância, uma vez que eles ajudam na estabilização do joelho. Atualmente a reabilitação desse tipo de lesão tem sido feita utilizando o agachamento como principal exercício, pois durante sua execução não existe forças tensionais significativas no LCA. Isso se deve em parte pela moderada ativação dos isquiotibiais que ajudam a aliviar a tensão no LCA devido ao mecanismo de co-contração.
O interessante é que à medida em que se aumenta o ângulo de flexão de joelhos aumenta-se a contração dos isquiotibiais, fazendo com que o agachamento profundo possa ser utilizado em estágios mais avançados de recuperação. A frouxidão ligamentar do LCA lesionado pode ser controlada em exercício de cadeia cinética fechada (ECCF), mas não em exercício de cadeia cinética aberta (ECCA). Durante o agachamento a maior compressão no LCA acorre nos ângulos menores que 50 graus.

Distensão do ligamento colateral medial (LCM)

Uma das lesões mais comuns no esporte. Geralmente é resultante de uma força externa direcionada ao aspecto lateral do joelho, ou seja, ocorrem muitas vezes por trauma na face lateral (externa), sendo relacionada a esportes como o futebol, judô, karatê, etc. O tratamento consiste em fortalecer todos os músculos que cruzam a articulação dos joelhos (quadríceps, isquiotibiais, adutores e abdutores),  após a interrupção do quadro de dor.

Distensão do ligamento cruzado posterior (LCP)

Distensões nesse ligamento são pouco comuns no meio esportivo e geralmente outras estruturas são afetadas. A hiperextensão do joelho é o mecanismo mais comum dessa lesão, geralmente ocasionado por trauma direto na região anterior da parte superior da coxa. No tratamento deve-se focalizar o quadríceps, uma vez que esse músculo fortalecido tende a deslocar anteriormente a tíbia, revertendo assim o sinal de gaveta posterior. A força dos músculos posteriores da coxa deve ser estabelecida espontaneamente sem exercícios específicos.
É importante o alongamento dos isquiotibiais, mas sempre tendo os devidos cuidados para não hiperestender o joelho lesionado. O fortalecimento do quadríceps deve ser priorizado com exercícios de cadeia cinética aberta (ex: cadeira extensora), mas em fases posteriores da reabilitação, os exercícios de cadeia cinética fechada, como agachamentos, podem ser introduzidos, porém deve-se ter cuidado com a angulação, pois à medida em que se aumenta o ângulo de flexão, aumenta-se a tensão neste ligamento, sendo seguro trabalhar em ângulos menores que 50 / 60º.

Tendinite patelar (“joelho de saltador”)

A dor na região infrapatelar é mais comum nesse tipo de lesão, porém outros fatores podem ocasioná-la:
·         Lesões da patela, como osteocondrite;
·         Patela com fratura de esforço ou polo inferior alongado e proeminente;
·         Hipertrofia do corpo adiposo infrapatelar;
·         Bursite ou doença de Osgood-schlatter.
 A tendinite patelar está associada com mais frequência a atividades repetitivas. Ela foi primeiramente descrita em atletas de salto em altura (daí o nome de joelho de saltador) mas é quase igualmente endêmica em jogadores de basquete e vôlei. Além de atividades que envolvam saltos, atividades de corrida também costumam exacerbar esse quadro. A dor da tendinite patelar normalmente é de fácil localização, e acomete geralmente o polo inferior da patela, ou mais raro sua borda superior. No tratamento, o primeiro passo é a diminuição dos sintomas, e isso deve ser feito interrompendo as atividades que causem dor.
Tratamentos com gelo, medicamentos, anti-inflamatórios e exercícios isométricos do quadríceps são iniciados imediatamente e continuados até que os sintomas desapareçam. Deve-se fortalecer e alongar o quadríceps e os alongamentos devem ser feitos pelo menos 4 vezes por dia, ao acordar, antes e depois das atividades físicas e antes de dormir. Durante o alongamento recomenda-se um mínimo de 20 segundos de manutenção da posição por 2 ou 3 séries. Os exercícios isotônicos e com mais cargas podem ser realizados assim que os sintomas de dor tiverem cessado e também não surgirem durante a execução.

Condromalácia patelar (“joelho de corredor”)

A condromalácia patelar é uma lesão da cartilagem patelar devido à degeneração prematura, com amolecimento, fibrilação e aspereza dessa estrutura, nas quais, são semelhantes às relacionadas com a osteoartrite. A condromalácia pode ocorrer devido a trauma direto com consequente dano condral, ou resulta de qualquer condição que interfira com os movimentos patelofemorais habituais, tais como variações anatômicas anormais. Essas variações podem ser causadas pelo aumento do ângulo Q, patela alta, insuficiência do vasto medial, oblíquo e desequilíbrios articulares. Esta lesão é mais comum em mulheres (devido principalmente ao aumento do ângulo Q) e ocorre prioritariamente em atividades como balé, corridas, ciclismo, voleibol, etc.
A dor é descrita como profunda e localizada na região retropatelar e pode ser sentida ao subir e descer escadas, em atividades prolongadas, após ficar muito tempo com os joelhos flexionados e ao agachar-se para pegar um objeto no chão. Em movimentos de flexão dos joelhos a dor é acompanhada de crepitação retropatelar facilmente audível ou sentida com a mão por cima da patela. O principal sinal para um diagnóstico consiste em mover a superfície da patela contra o fêmur. O tratamento é conservador, muito parecido com o utilizado no procedimento da tendinite. Estimular o repouso evitando atividades que provoquem a dor patelar, como correr, saltar, andar em salto alto e exercícios que promovam a flexão do joelho (ex: ciclismo e subir escadas).
A base do tratamento é constituída de exercícios que fortaleçam o quadríceps, principalmente o vasto medial oblíquo (VMO). Apesar de ser necessário o fortalecimento prioritário do VMO, dificilmente essa musculatura pode ser isolada e fortalecida individualmente. Um estudo conduzido em 1999 comparou a ativação do vasto medial oblíquo com o vasto lateral, vasto intermédio e reto femoral em 9 exercícios diferentes, os pesquisadores demonstraram não haver diferenças significativas entre os músculos, concluindo então que o VMO não pode ser isolado durante os exercícios.
É recomendado que se realize exercícios isométricos para o quadríceps, pois não aumentam a dor, fortalecem e envolvem movimento mínimo da patela. Já os exercícios de flexão de joelhos, tais como agachamentos, são indicados, mas implicam em uma sobrecarga muito grande sobre a articulação patelofemoral e resultam em exacerbação dos sintomas. Apesar de a tensão patelofemoral aumentar concomitante à flexão do joelho no agachamento, devemos ter em mente que o agachamento profundo, mesmo realizado com poucas repetições e muita carga, é menos deletério que atividades cíclicas de longa duração, pois na verdade o maior problema da condromalácia está no alto volume dos treinos. Outro fator importante neste tipo de lesão é o fortalecimento e alongamento dos isquiotibiais, flexores do quadril e abdutores.

Lesões de meniscos

Cada um dos compartimentos laterais e mediais do joelho contém um menisco fibrocartilagíneo em forma de meia-lua e de consistência amolecida. Os meniscos ajudam a aumentar a congruência articular, estabilizam a articulação, absorvem choques e limitam movimentos anormais, além de ajudar na nutrição articular e na lubrificação da cartilagem. Os atletas de final de semana são os principais candidatos às lesões dos meniscos devido ao condicionamento físico inadequado. A cartilagem pode sofrer ruptura na direção horizontal ou longitudinal, sendo esta última mais comum. Quando a lesão é grande o suficiente, atingindo longitudinalmente desde o corno anterior até o posterior, é denominada de “alça de balde” e o fragmento interno pode se deslocar e assim produzir um bloqueio articular.
Em pacientes com ampla ruptura de meniscos deve ser realizada a meniscectomia, mas quando ocorrida na inserção vascular periférica, o menisco pode ser recuperado. Geralmente o tratamento visa aumentar a força do quadríceps, dos flexores e abdutores do quadril e deve ser combinado com exercícios para alongar os isquiotibiais e panturrilhas.
Existem especulações quanto à sobrecarga a estas estruturas causada pelo agachamento. Estudos demonstram que o pico de força compressiva no agachamento profundo varia de 550 a 7928N, mas nenhum estudo consegue demonstrar o quanto as estruturas articulares e meniscos podem suportar. A partir de observações empíricas podemos avaliar que provavelmente os meniscos suportam bem mais que isso, basta observarmos que os jogadores de voleibol (ou outros esportes de salto) dificilmente têm lesões nos meniscos, mesmo tendo forças (durante os treinamentos e competições) compressivas atuando nessas estruturas bem acima das encontradas no agachamento profundo.

Terapia com frio e calor como forma de tratamento e prevenção de lesões

Atualmente as terapias com frio e calor têm sido muito difundidas na reabilitação de lesões, sem contar que, e a terapia com frio ainda pode ser utilizada na prevenção.

Crioterapia (aplicação de gelo)

Crioterapia (crio = gelo, terapia = tratamento) é o nome que se dá ao tratamento à base de gelo, usado há muitos anos como agente terapêutico. Sua principal aplicação está no tratamento imediato de lesões no esporte, na qual serve para resfriar os tecidos profundos pela vasoconstrição, reduzindo assim as hemorragias. Atualmente a crioterapia tem sido utilizada como meio preventivo para lesões, sendo comumente usada pelos principais clubes e atletas competitivos. A somação do estresse nos tendões e estruturas articulares pode promover uma deficiência nutricional nessas regiões com consequente isquemia local, e a aplicação de gelo nessas regiões promove uma hipotermia, reduzindo assim os níveis metabólicos e evitando reações de hipoxia secundária, que com certeza levaria a dor e incapacidade funcional.
A hipotermia causada pelo resfriamento articular também favorece a agregação molecular de líquido sinovial aumentando assim a sua viscosidade, na qual é um dos fatores determinantes na proteção da cartilagem articular.
Os principais efeitos fisiológicos da crioterapia são: Anestesia, redução da dor, redução do espasmo muscular, estimula o relaxamento, redução do metabolismo local, redução da inflamação, redução da circulação com posterior estimulação, redução do edema e quebra do ciclo dor-espasmo-dor.

Dicas para o uso do gelo:

1- Uso imediato nas contusões – reduz o edema e alivia a dor.
2- Aplicar gelo em qualquer traumatismo ou contusão. Ex: Lesões musculares (contraturas, distensões), lesões articulares (entorses, lesões nos ligamentos), tendinites, hematomas, etc.
3- É recomendado que a aplicação dure no máximo 30min, sendo que na maioria das regiões 20 min já são o suficiente.
4- Nas primeiras 24 horas das lesões mais importantes use gelo por meia hora a cada duas horas.
5- Evite pegar no sono enquanto aplica gelo.

Contraindicações:

O gelo não deve ser usado em caso de redução do suprimento sanguíneo (ex: Doença vascular periférica), também é contra indicado no caso de artrite pois, aumenta a rigidez articular.

Termoterapia (aplicação de calor):

O calor terapêutico tem efeito trófico, promovendo a vasodilatação das arteríolas e capilares melhorando o metabolismo da nutrição dos tecidos, aliviando a dor e aumentando a flexibilidade dos tecidos músculo-tendíneos, além de diminuir a rigidez da articulação, melhorar os espasmos musculares e aumentando a velocidade e volume circulatório do sangue. Geralmente a terapia com calor é utilizada em lesões crônicas, ao contrário do frio que é utilizado em lesões agudas.

Contraindicações:
Não aquecer regiões do corpo que estiverem anestesiadas, edemaciadas, inflamadas, feridas com sangramento, áreas com tumores, sobre os testículos, e sobre o abdômen de gestantes.

Estalos
A articulação pode apresentar estalidos como de vácuo que, geralmente, não tem nenhum significado e são comuns em articulações com hipermobilidade. Estalidos podem ser ouvidos e sentidos em torno das articulações, conforme tendões ou ligamentos deslizam sobre proeminência óssea, mas geralmente ele não tem significado clínico. No caso de dor, os estalidos pode indicar lesão no menisco.

Considerações Importantes
·         Durante o agachamento o estresse na articulação patelofemoral aumenta quando o ângulo de flexão aumenta.
·         As forças compressivas são maiores no agachamento realizado com as pernas mais afastas (afastamento esse de 2 x a largura da espinha ilíaca) do que com as pernas mais próximas (pés da largura da espinha ilíaca).
·         O agachamento deve ser feito de forma lenta e controlada na fase excêntrica, uma vez que esse movimento de descida feito de forma rápida e descontrolada aumenta muito as forças nas estruturas do joelho.
·         O pico de força e o estresse na articulação patelofemoral foi observada com 90 graus de flexão do joelho.
·         O agachamento é considerado mais efetivo do que o leg press para o desenvolvimento muscular, porém deve ser usado cautelosamente em indivíduos com disfunções do LCP e patelofemoral, especialmente em ângulos acentuados de flexão.
·         A maior ativação dos músculos da coxa acontece no agachamento.
·         O vasto medial oblíquo não pode ser isolado de forma significativa durante os exercícios. Um estudo feito em 1998 no Instituto Americano de Medicina esportiva chegou às seguintes conclusões: O agachamento gera 2 vezes mais atividade dos isquiotibiais do que o leg press e a cadeira extensora. A maior atividade do quadríceps acontece na máxima flexão dos joelhos em ECCF e na máxima extensão em ECCA. ECCA produziu maior ativação do reto femoral enquanto o ECCF produz maior ativação dos vastos. As forças compressivas tibiofemorais foram maiores na máxima flexão dos joelhos em ECCF e na máxima extensão em ECCA. As compressões patelofemorais foram maiores na máxima flexão dos joelhos em ECCF e na máxima flexão e na metade da extensão em ECCA.
Conclusões
·         A maioria das lesões podem ser evitadas apenas utilizando medidas preventivas.
·         Uma musculatura forte e com boa flexibilidade ajudam na estabilização dos joelhos e outras estruturas em geral. – Aplicação de gelo nas articulações é mais utilizada após a sessão de treino.
·         A crioterapia é uma medida preventiva de grande valia e tem sido indicada por grandes treinadores e profissionais de saúde.
·         A partir do entendimento dos conteúdos listados acima, podemos sugerir que a utilização de exercícios de cadeia cinética fechada são os mais indicados, principalmente o agachamento.  Além de ter uma maior ativação muscular, ele também é um exercício extremamente funcional, pois utilizamos movimentos parecidos a todo instante, por exemplo no momento de pegar um objeto no chão. Infelizmente esse excelente exercício não é bem visto por muitos “profissionais”, mas isso se deve ao fato de estarem desatualizados ou mesmo não terem domínio dos princípios que norteiam o treinamento desportivo. Com um treinamento bem elaborado, utilizando devidamente a recuperação e principalmente uma boa técnica de execução, o agachamento pode favorecer indivíduos saudáveis ou mesmo com joelhos lesionados.